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Israel isola dois povoados palestinos para evitar protestos contra muro

Medida vai vigorar das 8h às 20h das sexta-feiras, horário em que há protestos

Efe,

15 de março de 2010 | 15h08

O Exército israelense declarou "zona militar fechada" os povoados palestinos de Bilin e Nilin, onde semanalmente acontecem protestos contra o muro de separação israelense na Cisjordânia.

 

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A medida vai vigorar até agosto e impede que israelenses, palestinos e estrangeiros que não sejam moradores tenham acesso aos dois lugares entre as 8h e as 20h. O bloqueio só vale para as sextas-feiras, quando acontecem as manifestações, segundo uma porta-voz militar.

 

A decisão, aprovada há três semanas, se aplica à área entre os povoados e o muro israelense, motivo dos protestos. O objetivo do isolamento é "impedir que aqueles que incitam os distúrbios consigam ter acesso à região", destacou o Exército. "A cada semana, são registrados distúrbios violentos e ilegais, durante os quais membros das forças de segurança acabam feridos e a cerca de segurança e a propriedade pública são danificados", acrescentou a porta-voz.

 

Bilin e Nilin viraram símbolos da resistência palestina contra a barreira israelense, que, na maior parte de seu traçado, é um alambrado. Porém, em sua passagem pelos núcleos urbanos, vira um muro de concreto de até oito metros de altura. Há cinco anos, ambas as localidades promovem manifestações semanais contra o muro, que corta suas terras em benefício de colônias judaicas próximas.

 

O decreto de Israel se soma a outro bloqueio realizado na sexta-feira. O Exército decretou o fechamento da Cisjordânia, que não só impede a passagem dos palestinos ao território israelense, mas também ao território palestino ocupado, como é o caso de Jerusalém Oriental. A decisão provocou diversos protestos dos palestinos.

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