Israel leva membros do Fatah foragidos de Gaza à Cisjordânia

Militantes do clã Helles fogem para o território israelense após confrontos com militantes do Hamas

Reuters,

04 de agosto de 2008 | 15h02

Israel devolveu 88 palestinos ligados ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, à Cisjordânia nesta segunda-feira, 4, dois dias depois que o grupo fugiu após confrontos com o Hamas na Faixa de Gaza.   Os dois ônibus que levaram os palestinos foram escoltados por policiais israelenses e veículos do Exército no território israelense até a cidade palestina de Jericó, onde eles foram levados para a base controlada pelas forças do grupo laico Fatah, liderado por Abbas.   Israel afirma que 181 membros do clã Helles, uma das famílias mais poderosas de Gaza e associadas ao Fatah, se refugiaram no território israelense após enfrentamentos com forças do Hamas. A foi causada pela ofensiva do Hamas contra o grupo rival no sábado, que deixou 11 mortos e 99 feridos, incluindo 12 crianças. O episódio foi considerado o mais violento desde que o Hamas expulsou o Fatah e tomou controle de Gaza, há mais de um ano.   A tensão entre os grupos rivais palestinos cresceu depois que um carro-bomba atribuído ao Fatah matou cinco membros do Hamas e uma garota, na semana passada. Em resposta, ativistas do Hamas cercaram no sábado um complexo que supostamente servia para guardar armas, produzir explosivos e treinar milicianos do Fatah na Faixa de Gaza.   Israel mandou 60 membros do clã Helles de volta para Gaza, por pedido de Abbas para a repatriação dos refugiados. "Autoridades israelenses concordaram com o processo, entretanto, receberam a informação de que eles foram detidos pelo Hamas e que suas vidas estão em perigo imediato", disse o Exército israelense em nota.   O oficial do Hamas Sami Abu Zuhri disse que a família Helles foi bem recebida em Gaza. "Garantimos a segurança deles", acrescentou. Porém, Zuhri disse que o fato era que os membros da família fugiram para Israel, "provando envolvimento no rompimento da lei".   O chefe civil do Exército israelense na Cisjordânia, Yoav Mordechai, disse que Israel transportou os palestinos como um "gesto humanitário". Ele disse ainda que os 88 homens levados para Jericó não poderão deixar a cidade. Um oficial de segurança israelense afirmou que 16 palestinos permanecem em um hospital israelense e outros 13 estão sob interrogatório.

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