Israel liberta 198 presos palestinos como gesto de boa vontade

Grupo foi levado de ônibus para posto de controle de Bitunia e será recebido pelo presidente Mahmoud Abbas

Efe,

25 de agosto de 2008 | 04h43

Israel libertou 198 presos palestinos como gesto de boa vontade em relação ao governo presidido por Mahmoud Abbas. A libertação coincide com a chegada a Jerusalém da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.   Os presos foram transferidos em ônibus da prisão israelense de Ofer, situada na Cisjordânia, até o posto de controle de Bitunia, perto de Ramallah, informaram fontes da Organização para a libertação Palestina (OLP) que pediram para não ser identificadas.   Ali foram recebidos pelo ministro palestino para Assuntos dos Prisioneiros, Ashraf el-Ajrami, e outros oficiais do governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP).   Entre os libertados está Saeed el-Ataba, que permaneceu 32 anos preso em Israel, Abu Ali Yatta, preso durante 28 anos, e Hussam Jader, um dos mais proeminentes líderes políticos do Fatah e detido há sete anos.   Centenas de parentes, amigos e vizinhos esperam para recebê-los na Muqata, sede da ANP, onde serão recebidos pessoalmente pelo presidente Abbas.   A Muqata e toda Ramallah estavam nesta segunda-feira decoradas com dezenas de bandeiras palestinas e do Fatah, grupo político que governa na Cisjordânia e ao qual pertence Abbas.   "A libertação é vivida aqui como um símbolo de triunfo, embora também seja preciso assinalar que, só durante o último mês, Israel deteve o dobro de pessoas das que está liberando agora", disse à Agência Efe um membro da OLP.   Do lado israelense se considera que esta libertação demonstra que o Estado judeu "está disposto a fazer concessões dolorosas para avançar nas negociações de paz", segundo assegurou nesta segunda-feira o escritório de imprensa do governo israelense em comunicado.   Com este gesto, "Israel procura intensificar seu contínuo diálogo com parceiros que estão comprometidos com a diplomacia e se opõem ao terrorismo", assegura a nota.   Os libertados são em sua totalidade "membros de facções que apóiam a liderança do presidente da Autoridade (Nacional) Palestina, Mahmoud Abbas", esclarece a nota, para deixar fora de dúvidas que esta medida não representa nenhuma concessão aos islamitas do Hamas.   Rice, em uma visita-relâmpago, se reunirá nesta segunda-feira tanto com os israelenses como com os palestinos, em uma tentativa de impulsionar o processo de paz.

Tudo o que sabemos sobre:
Israelpalestinoliberdade

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.