Israel liberta espião libanês que estava preso desde 2002

Nissim Nasser, judeu libanês convertido ao islamismo, foi condenado a seis anos de prisão em 2002

EFE

01 de junho de 2008 | 06h36

O espião libanês Nissim Nasser, preso em 2002 e acusado de trabalhar para o grupo xiita libanês Hezbollah, foi libertado neste domingo pelo Governo israelense e será escoltado à fronteira com seu país. "Ele deixou a prisão pela manhã. Quando chegar a Rosh Hanikra, na fronteira com o Líbano, será entregue a representantes da Cruz Vermelha", disse Miki Rosenfeld, porta-voz da Polícia israelense. A libertação de Nasser foi interpretada como um gesto de boa vontade pelo Governo da Síria. Recentemente, foram registrados importantes avanços nas negociações entre Israel e o Hezbollah, com a mediação das Nações Unidas, para uma troca de prisioneiros. "O momento não é uma coincidência. Israel poderia tê-lo transferido ao Líbano há algumas semanas, mas a medida foi adiada para que fosse percebida como um gesto de parte dos israelenses", comentou a advogada do agora ex-prisioneiro, Smadar Ben Natan. Nasser, de origem judaico-libanesa e convertido ao islamismo, foi condenado a seis anos de prisão em 2002, após ser declarado culpado por espionagem. Outro que pode ser libertado é Samir Kuntar, preso por assassinato e espionagem, além de outros quatro membros do Hezbollah. Os israelenses estão dispostos a entregar ainda os corpos de mais dez integrantes do grupo mortos em combate. Em troca, Israel teria de volta os reservistas Ehud Goldwasser e Eldad Regev, seqüestrados pelo Hezbollah em julho de 2006. Não se sabe se eles estão vivos ou mortos, já que foram gravemente feridos quando capturados, em julho de 2006. "Samir Kuntar e seus irmãos estarão entre vocês em breve", disse Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, em um comício realizado em Beirute.

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