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Mohammed Salem/ Reuters
Mohammed Salem/ Reuters

Israel liberta presas palestinas em troca de vídeo de soldado

Imagens mostram Gilad Shalit, refém do Hamas desde 2006, em bom estado de saúde e coerente

estadao.com.br,

02 de outubro de 2009 | 09h44

Israel libertou 19 mulheres palestinas depois de receber um vídeo com as primeiras imagens do soldado israelense Gilad Shalit como prova de vida do refém do Hamas detido desde 2006. A gravação de cerca de dois minutos mostra que Shalit, de 23 anos, está saudável e coerente, segundo afirmou a imprensa de Israel.

 

As prisioneiras foram libertadas para a Cisjordânia e a Faixa de Gaza depois que um negociador israelense assistiu o vídeo para determinar sua autenticidade. Uma cópia das imagens foi entregue ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

 

Shalit aparece nas imagens segurando um jornal com a data de 14 de setembro. A agência chinesa Xinhua afirmou, citando um integrante do Hamas, que o soldado aparece no vídeo usando roupas civis e aparentemente em bom estado de saúde. Desde a captura de Shalit, em 2006, uma fita de áudio e três cartas foram divulgadas pelos sequestradores, a mais recente delas com data de 2008.

 

Segundo o chefe do Estado Maior do Exército israelense, Gabi Ashkenazi, o militar aparece com ferimentos, mas em bom estado de saúde, e fala com coerência. As imagens serão divulgadas apenas se a família autorizar.

 

Palestinas

 

Em troca do vídeo de Shalit, as primeiras imagens em três anos, Israel libertou 19 presas palestinas e um bebê, filho de uma delas. As libertações são a primeira etapa de um longo processo que pode concluir na soltura de Shalit em troca de centenas de presos palestinos.

 

No posto de checagem de Erez, centenas de palestinos receberam a única presa da Faixa de Gaza. O líder do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, mandou seu carro oficial para buscar Fatima al-Zaq, de 40 anos, e seu filho de dois anos Youssef. O bebê foi tirado de seus braços e passado pela multidão até o colo de Haniyeh, que o ergueu e o beijou. 

 

Sob o acordo, possibilitado por mediadores egípcios e alemães, 19 palestinas foram libertadas em Gaza e na Cisjordânia na sexta-feira, e a 20ª mulher no domingo. Haniyeh, elogiou o acordo como um "triunfo" para a resistência armada dos palestinos contra Israel.

 

Israel detém mais de dez mil palestinos em suas prisões. O Hamas negocia a libertação de centenas de seus membros em troca de Shalit, alguns deles envolvidos em ataques mortais e que Israel prometera não libertar. Israel disse que nenhuma das mulheres a serem libertadas estiveram diretamente envolvidas com mortes ou cumpriam sentenças superiores a dois anos.

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