Israel libertará 230 presos palestinos na terça-feira

Premiê afirma que ato é gesto de boa vontade a Abbas, líder das negociações palestinas pelo acordo de paz

Reuters,

07 de dezembro de 2008 | 08h44

Israel afirmou neste domingo, 7, que planeja libertar na terça-feira 230 palestinos detidos como gesto de boa vontade ao líder do Fatah e presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahomoud Abbas, que lidera as negociações de paz com o governo israelense apesar da oposição dos palestinos do grupo islâmico Hamas. Os prisioneiros, uma parte dos 11 mil palestinos em poder de Israel, serão liberados na Cisjordânia durante a festa muçulmana do Eid al-Adha, segundo afirmou o primeiro-ministro Ehud Olmert em nota. Israel anunciou no mês passado que pretendia libertar 250 prisioneiros, mas o comunicado afirmou que o gabinete de ministros que se reuniu neste domingo aprovou uma lista com 230 nomes. Nenhum dos prisioneiros que serão libertados teria "sangue em suas mãos", afirma o comunicado, em referência aos ataques que causaram vítimas israelenses. O escritório de Olmert chamou a decisão de "gesto de boa vontade ante a Autoridade Palestina" liderada por Abbas, do Fatah, "por ocasião da celebração do Eid al-Adha. Conhecida como a "festa do sacrifício", a data que marca o fim da peregrinação a Meca será celebrada na terça, quando os muçulmanos de todo o mundo matam animais e os oferecem aos pobres para obter o perdão de Deus. A nota indicou ainda que todos os prisioneiros pertencem ao Fatah e outros grupos não islâmicos. As libertações são relevantes para os palestinos, que vêem dos detidos como símbolo de resistência contra a ocupação de Israel. Cerca de 200 prisioneiros foram libertados por Israel em agosto. As negociações de paz entre Olmert e Abbas apoiadas pelos EUA, rechaçadas pelo Hamas - que controla a Faixa de Gaza -, tem mostrado poucos sinais de progresso.

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