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Israel mantém ataques e foguetes atingem norte do país

Exército israelense estreita cerco à capital da Faixa; Ban Ki-moon vai à região para negociar cessar-fogo

Agências internacionais,

14 de janeiro de 2009 | 06h02

O Exército israelense atacou outros 60 alvos em Gaza, enquanto continua estreitando o cerco à capital da Faixa. Pelo menos três foguetes disparados do sul do Líbano atingiram esta manhã o norte do país, confirmaram à Agência Efe fontes policiais libanesas.  Veja também:Correspondente do "Estado" fala da 3ª semana do conflito em GazaHamas veste-se como soldado israelense em Gaza, diz Israel Egito pressiona Hamas para cessar-fogo na Faixa de GazaOfensiva em Gaza é boa para os palestinos, diz IsraelForças israelenses intensificam ofensiva nos subúrbios de GazaAumenta suspeita do uso de armas ilegais no conflito em Gaza Conflito em Gaza vira guerrilha urbana Secretário-geral da ONU apela por trégua Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos   Veja imagens de Gaza após os ataques     Dos últimos ataques israelenses registrados na última noite, participaram forças de infantaria, engenheiros de combate e artilharia, assim como membros da inteligência militar apoiados pelas forças aérea e naval, segundo o boletim oficial divulgado pelo Exército israelense. Entre os alvos da ofensiva se encontram vários comandos militares, a delegacia central da Cidade de Gaza e cinco áreas de onde facções armadas palestinas disparam bombas contra território israelense. Segundo Israel, também figuram entre os alvos nove instalações nas quais se fabricam e armazenam armas, entre elas uma localizada na casa de um membro do Hamas. Os bombardeios aéreos destruíram 35 túneis no sul da Faixa de Gaza. Na última rodada de operações militares, a Marinha apoiou as forças terrestres que se encontram praticamente na entrada da Cidade de Gaza e bombardearam vários alvos do Hamas. No transcurso das operações, ficaram feridos com gravidade dois oficiais israelenses e três tiveram ferimentos leves. O número de mortos chega a 971, segundo o Ministério de Saúde de Gaza. Deste total, ao menos 400 são mulheres e crianças. Israel disse que 10 soldados e três civis morreram por causa dos foguetes lançados pelo Hamas. As forças terrestres israelenses continuam avançando, sobretudo, do norte da Faixa de Gaza em direção a sua capital, situada praticamente no coração do território e onde a população é mais densa. Foguetes contra Israel Fontes libanesas afirmam que pelo menos três foguetes foram disparados do sul do Líbano contra o norte de Israel na manhã desta quarta-feira. Segundo as fontes, a artilharia israelense respondeu aos disparos com o lançamento de pelo menos duas bombas nas regiões de Al-Jiam e Al-Merie, de onde foram disparados os foguetes. No povoado israelense de Kiryat Shmona, situado na Galiléia Norte, puderam ser ouvidos esta manhã as sirenes antiaéreas e em suas imediações foram ouvidas várias explosões, segundo a emissora pública de rádio local. Os serviços de emergência israelenses em coordenação com a Polícia e o Comando Norte do Exército fazem investigações para localizar o lugar exato do impacto dos projéteis. As autoridades pediram aos moradores das áreas do norte do país e limítrofes com o Líbano que permaneçam em refúgios e quartos blindados até o fim das investigações. Em 8 de janeiro, foram disparados de território israelense três foguetes, dois dos quais atingiram a cidade de Nahariya. Na ocasião, os disparos foram respondidos com fogo de artilharia. ONU O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chega nesta quarta-feira a região para conversar com os líderes do Egito, Israel, Jordânia e Síria, em mais uma tentativa de colocar um fim à ofensiva militar. Ele afirmou que não terá contato direto com dirigentes do Hamas. A porta-voz da ONU, Michele Montas, disse que Ban "quer que a ajuda humanitária seja providenciada sem restrição para todos os que necessitam". O Comitê dos Direitos da Criança da ONU acusou Israel de mostrar um "claro desrespeito" pela proteção de crianças em sua operação militar na Faixa de Gaza. Em um comunicado divulgado na terça-feira, 13, o comitê diz que mais de 40% dos mortos no conflito são mulheres ou crianças, apesar de Israel ter assinado um protocolo da ONU que condena ataques em locais onde possa haver presença de menores de idade. "O Comitê dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas está profundamente preocupado com os efeitos devastadores que o atual conflito militar em Gaza tem sobre as crianças", diz o documento, divulgado em Genebra. O chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha visitou a região nesta terça-feira e disse que ficou chocado com o que viu. "É inaceitável ver tanta gente ferida. Suas vidas devem ser poupadas e a segurança delas deve ser garantida", disse Jakob Kellenberger. Ele pediu para que ambos os lados poupem os civis e deixem as equipes de ajuda fazerem seu trabalho. "Pessoas feridas não podem esperar dias, ou muitas horas, para serem atendidas. O trabalho das equipes médicas deve ser respeitado e isto não é negociável", disse Kellenberger.

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