Israel manterá bloqueio em Gaza após impasse em negociações

Israel prometeu nesta terça-feira manter seu bloqueio à Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, até que o grupo militante islâmico concorde em libertar um soldado israelense capturado em negociações paralisadas mediadas pelo Egito.

ALLYN FISHER-ILAN, REUTERS

17 de março de 2009 | 17h04

As conversas chegaram a um impasse após a recusa de Israel em libertar todos os 450 prisioneiros palestinos, o que foi exigido pelo Hamas em troca do soldado Gilad Shalit, capturado por militantes palestinos em invasão a Israel em 2006.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, de saída, concordou em libertar mais de 320 dos 450 prisioneiros listados pelo Hamas, disseram fontes políticas israelenses.

Mas Olmert se recusou a libertar os responsáveis pelos ataques a bomba contra ônibus e restaurantes que mataram dezenas de israelenses desde o início da intifada, em 2000, disseram as fontes sob condição de anonimato.

"As exigências do Hamas atingiram proporções que no nosso entendimento nenhum governo israelense pode aceitar", disse a repórteres o ministro da Justiça israelense, Daniel Friedman, após encontro de Olmert com membros de seu gabinete a portas fechadas.

Israel e o Hamas deixaram aberta a porta para reiniciar as negociações.

Mas ministros israelenses e autoridades diminuíram as chances de um acordo antes de Olmert passar o cargo para o direitista Benjamin Netanyahu.

Netanyahu, que defende uma política mais dura contra o Hamas, tem até o dia 3 de abril para formar um governo após as eleições parlamentares em Israel no mês passado.

Olmert fez da libertação de Shalit uma pré-condição para um acordo com o Hamas e a abertura das fronteiras do território palestino para a ajuda de reconstrução após a ofensiva militar israelense no início deste ano.

"As fronteiras...estão operando no mínimo para evitar uma crise humanitária em Gaza", disse uma fonte política israelense. "E elas (as fronteiras) seguirão desta maneira até que Shalit seja libertado".

(Reportagem adicional de Nidal al-Mughrabi em Gaza e Adam Entous e Jeffrey Heller em Jerusalém)

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