Israel manterá operações em Gaza até 'o último Qassam'

Disparo de foguetes contra populações israelenses é uma das preocupações do governo

EFE

29 de setembro de 2007 | 09h29

O Exército israelense só encerrará as suas operações em Gaza depois de os palestinos dispararem "o último de seus foguetes", disse neste sábado, 29, Amos Guilad, diretor de Assuntos de Segurança do Ministério da Defesa."Nosso sucesso virá quando dispararem o último Qassam, convencidos de que isso não convém", disse à rádio pública o general da reserva e ex-chefe de Inteligência Militar. Guilad negou que a morte de 14 palestinos desde quarta-feira, segundo fontes de Gaza, represente uma escalada das operações militares. "O Exército está realizando um trabalho excelente com suas operações, obtendo vitórias táticas e salvando muitas vidas com suas atividades preventivas", avaliou. O perigo potencial que os foguetes Qassam representam para a população israelense em localidades vizinhas de Gaza, como Sderot, "está entre as principais preocupações das Forças Armadas", disse. Ele não descartou a possibilidade de uma operação militar de grande escala, caso a situação se agrave. "Nossa experiência mostra que situações aparentemente insolúveis podem ser solucionadas", disse Guilad. Ele acredita que uma invasão maciça pode ocorrer se os milicianos "continuarem com seus ataques, com o contrabando de armas e explosivos e tentando ampliar o alcance de seus foguetes". Há dez dias, por causa do disparo dos Qassam contra civis do sul do país, o Gabinete de Segurança declarou Gaza "território hostil", e deu ao Hamas, que governa a faixa desde junho, o status de "organização terrorista".

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