Israel não atacará Gaza 'por enquanto', decide governo

Ministros podem cortar o fornecimento energético em represália a ataque palestino com foguetes

Associated Press e Efe,

05 de setembro de 2007 | 10h43

O ministros que integram o Gabinete de Segurança de Israel decidiram nesta quarta-feira que por enquanto não será desencadeada uma operação militar em larga escala contra a Faixa de Gaza, revelou uma fonte no governo israelense. Entretanto, os ministros cogitam a possibilidade de interromper o fornecimento de energia elétrica ao sitiado território palestino litorâneo com o objetivo de forçar os militantes da região a pararem de disparar foguetes na direção de cidade israelenses, prosseguiu a fonte, que esteve presente na reunião. Apesar de a idéia ter sido abordada na sessão desta quarta do gabinete, presidido pelo primeiro-ministro Ehud Olmert, os ministros israelenses não determinaram quando tal medida seria implementada, prosseguiu a fonte. Estava em discussão a possibilidade de lançar uma operação em grande escala ou suspender o fornecimento energético à Faixa de Gaza, em represália contra o lançamento por milicianos palestinos de foguetes Qassam contra o sul de Israel a partir desse território Palestino. O corte do fornecimento de água ou eletricidade, proposto por vários ministros, não foi submetido a votação, segundo a imprensa local. Olmert ordenou também aos órgãos de segurança - e, em primeiro termo, ao Exército - que apresentem uma série de planos para impedir ou pelo menos reduzir o envio destes projéteis. Nesta quarta, o Exército israelense entrou no norte da Faixa de Gaza e destruiu quatro plataformas de lançamento destes foguetes.  'Estado de exceção' Horas antes da reunião do gabinete, o ministro da Defesa, Ehud Barak, decretou "estado de exceção" por 48 horas nas localidades do sul de Israel expostas aos ataques palestinos com foguetes Qassam. O Exército tomou o controle das atividades municipais em 38 localidades. Entre elas Sderot, onde nesta quarta o Comitê de Pais dos Alunos das escolas primárias e secundárias decidiu não enviar seus filhos aos colégios em protesto contra o governo "que não faz nada para proteger as crianças". Ele ordenou que o vice-ministro Matan Vilnai, que comanda a Defesa Civil, intensifique a defesa na zona de risco em torno da Faixa de Gaza, de onde os milicianos palestinos lançam os foguetes. Uma delegação de pais e alunos partiu de Sderot esta manhã para se manifestar em frente à sede do governo, em Jerusalém, onde o Gabinete de Segurança, presidido pelo primeiro-ministro Ehud Olmert, debaterá nesta quarta a situação criada pelo disparo de foguetes artesanais. Desde junho o Hamas tem o controle de Gaza, mas seus milicianos não participam dos ataques contra os civis do sul de Israel. A maioria dos disparos de Qassam é atribuída à Jihad Islâmica, ideologicamente próxima.

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