Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Israel não conta com Obama nas negociações de paz, diz ministra

O principal nome de Israel nas negociações de paz com os palestinos disse na quinta-feira que o governo israelense não precisa de nenhuma intervenção "dramática" da parte do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, depois que este tomar posse, em janeiro. A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, que pode se tornar a primeira-ministra do país depois das eleições gerais de fevereiro, afirmou a líderes judeus em Nova York que a comunidade internacional deveria limitar-se a dar apoio às negociações de acordo com os parâmetros fixados na conferência de paz de Annapolis (Maryland), realizada há quase um ano. As negociações viram-se prejudicadas por episódios de violência e por desavenças acirradas em torno da construção de assentamentos judaicos e do futuro de Jerusalém. Livni disse ter ficado satisfeita com o encontro de que participou no fim de semana passado com o Quarteto de mediadores -- a União Européia (UE), a Rússia, a Organização das Nações Unidas (ONU) e os EUA -- e líderes árabes (entre os quais palestinos). A reunião ocorreu em Sharm el-Sheikh (Egito). A ministra disse que falou o seguinte naquele encontro: "Não estamos pedindo a intervenção dos senhores. Essa é uma questão bilateral. Não queremos que tentem diminuir nossas diferenças. Não coloquem idéias novas sobre a mesa." "Sabemos o que estamos fazendo, somos suficientemente responsáveis. Precisamos da ajuda dos senhores apenas dando apoio ao processo segundo os parâmetros e provisões que já fixamos entre nós." Já remotas, as chances de selar um acordo de paz neste ano parecem ter desaparecido por completo quando o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, tomou a decisão de renunciar devido a um escândalo de corrupção. O anúncio detonou os preparativos para a realização de eleições gerais no país no dia 10 de fevereiro. Na qualidade de líder do partido Kadima, Livni não conseguiu formar um governo de coalizão no mês passado, mas a dirigente pode se tornar primeira-ministra depois do pleito. Segundo Livni, a maior prioridade de Obama seria responder à crise financeira dentro dos EUA. A ministra das Relações Exteriores afirmou que, apesar de haver expectativas quanto à postura de Obama em relação ao Oriente Médio, a mensagem dela para o novo governo norte-americano era esta: "Os senhores não precisam fazer nada de dramático a respeito disso. A situação é tranquila. Nós temos as negociações de paz." No discurso proferido durante um encontro da Federação-UJA em Nova York, Livni disse que os EUA eram um aliado, mas que Israel "não é um Estado que colocará seus problemas diante do governo norte-americano um dia depois de o novo governo" tomar posse.

CLAUDIA PARSONS, REUTERS

13 de novembro de 2008 | 17h25

Tudo o que sabemos sobre:
ORMEDLIVNIDEIXAQUIETO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.