Israel não interrompe fornecimento de eletricidade a Gaza

Decisão foi aprovada como represália pelo lançamento de bombas e foguetes contra a população civil de Israel

EFE

02 de dezembro de 2007 | 06h04

As autoridades militares de Israel, que tinham previsto reduzir neste domingo o fornecimento de eletricidade à população da Faixa de Gaza, continuam oferecendo esse serviço por causa de uma exigência do Tribunal Supremo de Justiça. Os juízes, liderados por Dorit Beinish, que discutiram o caso na sexta-feira passada, não proibiram essa medida, vista como uma punição coletiva pelos palestinos e as organizações de direitos humanos, mas exigem "esclarecimentos" para assegurar-se de que, a diminuição da provisão não afetará a população. O Tribunal israelense estipulou um prazo de doze dias ao Estado para fornecer essa informação, e as organizações de direitos humanos terão uma semana adicional para responder a seus argumentos. A decisão, que devia entrar em prática neste domingo, foi aprovada em novembro pelo Governo como represália pelo lançamento de bombas e de foguetes Qassam contra a população civil do sul de Israel. Advogados de dez organizações de direitos humanos tinham apelado ao Tribunal alegando que a redução atenta contra a população, mas o Estado afirmou que o fornecimento de combustíveis foi reduzido sem afetar o consumo básico dos civis.

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