Israel nega querer transferir locais cristãos para o Vaticano

Rádio do Exército afirmou que presidente pediu para que o país passe controle das areas para a Igreja Católica

Efe,

04 de maio de 2009 | 12h06

O gabinete do presidente de Israel, Shimon Peres, desmentiu nesta segunda-feira, 4, que este esteja pressionando o governo para transferir ao Vaticano o controle de vários locais santos cristãos, tal como informaram vários veículos de imprensa israelenses.

 

A rádio do Exército israelense assegurou que Peres pediu ao governo do país para que transferisse ao Vaticano o controle de seis locais santos para o cristianismo, atendendo a uma velha reivindicação da Santa Sé e aproveitando a visita do papa Bento XVI, que chegará a Israel no próximo dia 11. Entre os locais estão a Igreja da Anunciação, em Nazaré; o Cenáculo, onde se acredita que Jesus fez a última ceia com seus apóstolos; assim como o horto de Getsêmani, onde a tradição conta que Cristo se retirou para rezar antes de ser levado pelos soldados romanos.

 

"Os detalhes dados pela imprensa são incorretos", disse uma porta-voz do escritório presidencial, acrescentando que "há um acordo entre Israel e o Vaticano desde 1997 e o que está sendo negociado agora é a forma como será aplicado". Segundo a porta-voz, um dos pontos em discussão é o fechamento de um acordo para que Israel não confisque terras em seis locais sagrados, "mas há um enorme diferença entre entregar a soberania e se comprometer a não confiscar".

 

"Se tivéssemos certeza de que isso traria milhões de peregrinos cristãos para cá, então teríamos uma boa razão para pensar nisso", opinou o ministro do Turismo israelense, Stas Misezhnikov, à emissora de rádio do Exército do país. O padre Pierbattista Pizzaballa, custódio da Terra Santa, declarou à Efe que a situação legal dos seis locais reivindicados pela Santa Sé "ainda está em discussão e é muito cedo para falar sobre isso".

 

Na próxima sexta-feira, o papa Bento XVI inicia sua primeira visita como pontífice à Terra Santa, na qual visitará Jordânia, Israel e os territórios palestinos.

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