Israel pede que Egito 'resolva' problema na fronteira com Gaza

Após bloqueio israelense, 50 mil palestinos usam buraco em cerca para fazer compras no país vizinho

Agências internacionais,

23 de janeiro de 2008 | 18h52

O governo israelense disse esperar que o Egito "resolva o problema" da quebra do bloqueio imposto à Faixa de Gaza depois que mais de 50 mil palestinos se aproveitaram de uma passagem aberta no muro que separa os dois territórios nesta quarta-feira, 23, para entrar no país.  Veja tambémPalestinos explodem muro e invadem o EgitoIsrael alivia bloqueio e Gaza volta a ter luzConselho de Segurança analisa bloqueio     Protesto na fronteira com Egito deixa 60 feridos Isolados desde que o Estado judeu fechou suas fronteiras com o território, os palestinos da Faixa de Gaza aproveitaram um buraco aberto na cerca que separa a região do Egito para comprar combustível, comida e outros artigos de primeira necessidade . Os guardas egípcios apenas observaram as ondas de palestinos que iam e vinham pela fronteira. O ministério de Relações Exteriores egípcio, por sua vez, informou que a nação permanecerá aberta aos necessitados "enquanto houver uma crise humana". Após a abertura do buraco, o Egito liberou sua fronteira com Gaza. A expectativa do ministério agora é que "todos voltem para Gaza em um curto período de tempo", após adquirirem seus suprimentos.  Embora um acordo com Israel obrigue o Egito a controlar a fronteira, o governo do Cairo vem sendo pressionado pelo apoio interno à causa palestina. Israel, no entanto, pressiona o Egito a retomar o controle da fronteira, argumentando tratar-se de uma questão de segurança. "Quando a saída (de Gaza) está aberta, a entrada também está", disse o porta-voz da chancelaria israelense Aryeh Mekel. "O Hamas e outros grupos terroristas pode usar essa oportunidade para contrabandear armas para Gaza", disse ele.  Além disso, Jerusalém faz referência aos acordos firmados com o país árabe. Em um comunicado divulgado nesta quarta, o governo israelense pede ao Egito a "garantia de que a fronteira irá funcionar apropriadamente, em acordo com os acordos assinados" e afirma esperar que "os egitos resolva o problema". Israel fechou suas fronteiras com a Faixa de Gaza na última sexta-feira, 18, para punir a liderança do Hamas pelos constantes ataques com foguetes contra o território israelense.  O grupo radical islâmico Hamas é considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Européia, pois prega a destruição do Estado judeu.

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