Israel pede saída imediata de cidadãos que estão na Península do Sinai

Segundo governo israelense, há 'evidências concretas de atividades terroristas na região' egípcia

Associated Press

13 de abril de 2010 | 14h07

 

 JERUSALÉM - O governo de Israel emitiu um aviso de urgência nesta terça-feira, 13, para que seus cidadãos deixem a península do Sinai, no Egito, imediatamente. O alerta se refere à "evidência concreta de atividades terroristas para sequestrar israelenses na região".

 

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O comunicado partiu do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em uma rara convocação para que as família israelenses no Sinai estabeleçam contato com o Estado judeu.

 

As autoridades antiterrorismo de Israel mantêm um aviso pedindo aos israelenses que saiam do deserto do Sinai por conta da ameaça de ataques terroristas. Muitos israelenses, porém, ignoram o alerta e passam férias na área, onde há a costa com o Mar Vermelho. Segundo as autoridades egípcias, há aproximadamente 35 mil israelenses na região, e outros milhares devem chegar ainda este mês.

 

No comunicado pouco usual, as autoridades de Israel pediram que "todos os israelenses residentes no Sinai devem deixar o local imediatamente e retornar para casa. Famílias de israelenses vivendo na área devem ligar para seus parentes e avisá-los do alerta".

 

Em 2004, homens-bomba atacaram o hotel Taba Hilton no Egito, perto da fronteira com Israel e de acampamentos onde os israelenses costumam passar férias. Dezenas morreram e centenas ficaram feridas.

 

Israel controlou o Sinais de 1967, quando tomou o território na Guerra dos Seis Dias, até 1982, quando devolveu a região ao Egito como parte de um tratado de paz entre as duas nações.

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