Israel pode cortar eletricidade e combustível de Gaza

Após ataque no sul do país, ministro da Defesa pode aprovar na quinta sanções contra o território do Hamas

Efe,

24 de outubro de 2007 | 08h20

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, poderá aprovar na quinta-feira, 24, o corte do fornecimento de eletricidade e combustível à Faixa de Gaza, atendendo aos pedidos de altos comandantes militares, segundo informa nesta quarta a imprensa israelense.   Barak deve se reunir nesta quinta-feira com a cúpula militar. Na noite de terça-feira, os comandantes decidiram pedir ao governo novas medidas de pressão, como a redução dos envios de combustível, serviços e mercadorias, informa o jornal Haaretz.   A cúpula militar tomou a decisão numa reunião de urgência convocada pelo vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai. As milícias palestinas lançaram na terça-feira oito foguetes artesanais Qassam e 12 bombas contra o sul de Israel. Os ataques não causaram feridos.   "Temos que mostrar aos habitantes de Gaza que a vida não continua tranqüilamente quando caem foguetes Qassam em Israel", disse na reunião um oficial, citado pelo jornal The Jerusalem Post.   No plano de represálias contra Gaza, o Ministério da Defesa estuda a possibilidade de cortar a eletricidade durante várias horas por cada foguete artesanal que cair em Israel.   A cúpula militar decidiu há poucos dias cortar a energia durante algumas horas à tarde ou à noite a Beit Hanoun, no norte de Gaza, de onde as milícias palestinas lançam os seus projéteis contra Israel. O Exército se opõe, no entanto, a cortar a água.   Israel já deu sinais de que poderia cortar a eletricidade e o combustível há pouco mais de um mês, ao declarar Gaza "território inimigo". A região é controlada desde junho pela facção islâmica Hamas, considerada uma organização terrorista.   A população de Gaza começou então a comprar geradores de energia. Mas como Israel limitou ao máximo a entrada e saída de bens na faixa desde que o Hamas expulsou as forças do Fatah, os equipamentos se esgotaram rapidamente. A região depende em cerca de 50% da eletricidade israelense.   Os altos comandantes decidiram retirar algumas restrições ao movimento dos palestinos na Cisjordânia, controlada pela Autoridade Nacional Palestina do presidente Mahmoud Abbas, interlocutora de Israel.   Barak disse à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, em sua última visita à região, que Israel retirou 24 obstáculos físicos e um posto de controle militar na estrada na Cisjordânia.

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