Israel pode retirar gradualmente restrições a Gaza

Segundo site israelense, ministério da Defesa quer negociar libertação de sargento preso há três naos

Associated Press,

03 de julho de 2009 | 10h27

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak disse que apoia a retirada parcial das restrições a Gaza como um gesto de boa vontade para os palestinos e como uma tentativa de começar um diálogo para libertar um soldado preso, informou nesta sexta-feira, 3, o site israelense Ynet.

 

Israel relacionou a abertura das fronteiras de Gaza com a libertação do sargento Guilad Schalit, um israelense capturado por militantes do Hamas e detido há três anos. O Hamas quer libertá-lo em troca de cerca de cem prisioneiros que estão retidos em Israel.

 

Israel impôs restrições à Faixa de Gaza em 2007 logo que os militantes do Hamas tomaram o controle do território de forma violenta.

 

Segundo o Ynet, Israel aumentará as quantidades de café, chá, sopa, carne, peixes e alimentos enlatados que entram em Gaza após as festividades do Ramadan, cujo início é em agosto. Em troca, o país pede a liberação de Schalit.

 

Israel também se compromete a enviar carregamentos de combustíveis, roupas, utensílios de cozinha e aves que põem ovos como parte do acordo.

 

O site também mostra que a proposta foi elaborada por funcionários da Defesa israelense e que espera a aprovação do ministro Barak. O Ministério não se pronunciou oficialmente.

 

A ideia do plano, segundo o Ynet, é retirar as restrições a Gaza de forma gradual e usá-lo para libertar o sargento por meio de conversas intermediadas pelo Egito. O plano, entretanto, não inclui o acesso a materiais como aço e concreto, que são necessários para reconstruir o território, mas que poderiam ajudar o Hamas a ampliar sua capacidade militar.

 

O Estado de Israel vem sendo pressionado com frequência pela comunidade internacional para retirar suas restrições à região, que afetam toda a população de Gaza. O sustento dessa população só é possível por conta do contrabando realizado entre Egito e a cidade.

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