Israel poderia aceitar um plano britânico para o bloqueio de Gaza, diz jornal

Israel minimizaria o bloqueio em troca de investigações menos profundas sobre ataque a frota

EFE

09 de junho de 2010 | 11h02

LONDRES - Israel poderia aceitar um plano do governo britânico para mitigar o bloqueio a Gaza em troca de que a comunidade internacional aceite uma investigação menos exaustiva sobre o ataque de seu exército a uma frota de ajuda humanitária.

 

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Segundo informa nesta quarta-feira, 9, o jornal britânico The Daily Telegraph, Israel estaria disposto a fazer concessões para fazer com que assistência humanitária chegue a Gaza e aliviar o isolamento ao qual é submetido.

 

Em troca, seria necessária a aceitação internacional de uma investigação menos profunda sobre o ataque de seu exército a uma frota de seis barcos que transportava ajuda humanitária para os refugiados de Gaza.

 

Nessa abordagem, ocorrida na segunda-feira da semana passada em águas internacionais, uma unidade de elite do exército israelense matou nove pessoas, oito delas de nacionalidade turca e outra com dupla nacionalidade turco-americana, e feriu dezenas de pessoas.

 

Segundo o jornal, o Reino Unido fez circular na semana passada um documento confidencial em que propunha maneiras para mitigar o bloqueio a Gaza.

 

De acordo com essa informação, responsáveis israelenses indicaram que estariam dispostos, em princípio, a permitir a passagem de mais ajuda aos refugiados de Gaza através de suas fronteiras.

 

Desde que o Hamas tomou o controle de Gaza em 2007, Israel só tem permitido o acesso a esse território de alguns suprimentos básicos e proibiu a importação da maioria dos aparatos eletrônicos e material de construção, por considerar que estes poderiam ser utilizados com fins militares.

 

O jornal aponta que algumas partes implicadas nas negociações com Israel mostraram preocupação pelo preço que Israel exigiu para chegar neste acordo.

 

O diário britânico também indica que o ministro britânico para Assuntos Exteriores, William Hague, insinuou que a pressão das Nações Unidas para que se realize uma investigação sobre o ataque à frota diminuiu, ao afirmar simplesmente que "uma investigação com presença internacional" poderia ser aceitável.

 

O governo de Israel propôs levar a cabo sua própria investigação, possivelmente com a presença de observadores americanos, ainda que tenha descartado interrogar os soldados que participaram da ação.

 

Segundo fontes ocidentais anônimas citadas pelo jornal, muitas das propostas britânicas foram adotadas pelo Quarteto de Madri (formado pela ONU, Estados Unidos, União Europeia e Rússia).

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