Israel promete parar expansão de assentamentos na Cisjordânia

Premiê israelense diz ainda que removerá todas as colônias ilegais e aprova libertação de 450 presos palestinos

Associated Press e Efe,

19 de novembro de 2007 | 10h25

O primeiro ministro israelense, Ehud Olmert, prometeu nesta segunda-feira, 19, que o país não instalará novos assentamentos na Cisjordânia, embora não tenha atendido ao pedido americano de interromper as construções nas comunidades existentes na região. Olmert disse ainda que removerá todos os assentamentos não autorizados na Cisjordânia.  O premiê, que já fez promessas semelhantes no passado, não estabeleceu nenhuma data para o início das ações. O desmantelamento dos assentamentos e a interrupção nas construções dos já existentes são alguns dos pontos do "Mapa do Caminho" proposto nos planos de paz . O Mapa do Caminho é o plano de pacificação elaborado em 2003 pelo Quarteto de Madri - formado por EUA, União Européia, Rússia e ONU -, e que exige a Israel a evacuação dos mais de cem assentamentos construídos por colonos desde 2001, sem a autorização do governo. Oficiais palestinos reagiram com frieza ao anúncio de Olmert, que aconteceu momentos antes de um encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. O líder palestino afirma que está cumprindo com as suas obrigações e quer que Israel faça o mesmo. O líder israelense está sob a pressão americana para realizar gestos que facilitem um acordo na Conferência da Paz para o Oriente Médio, que acontece em Annapolis (EUA) na próxima semana. Para a comunidade internacional, todos os assentamentos judaicos na Cisjordânia são ilegais, independente se foram aprovados ou não pelo governo israelense. Na reunião desta segunda, o Conselho de Ministros presidido por Olmert aprovou também uma proposta de libertar cerca de 450 presos palestinos antes da conferência em Annapolis. O primeiro-ministro israelense acredita que começará a aplicar as medidas contra os assentamentos após a conferência em Annapolis, na qual os Estados Unidos exigirão de Israel que interrompa a construção da forma mais estrita possível, como gesto de boa vontade em relação à Autoridade Nacional Palestina. Cerca de 270 mil israelenses vivem na Cisjordânia, além do 180 mil judeus que vivem no leste de Jerusalém. A comunidade palestina reivindica as duas áreas, capturadas por Israel na Guerra de 1967.

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