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Israel promete responder ataque palestino que mutilou menino

Premiê israelense recebe cobranças por respostas após ataques de feriram gravemente uma criança no sábado

REUTERS

10 de fevereiro de 2008 | 12h54

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse neste domingo que o país vai atacar todos os responsáveis pelo lançamento de foguetes a partir da Faixa de Gaza. A declaração foi feita um dia depois que um menino de oito anos perdeu uma perna em um ataque contra uma vila no sul do país.   Olmert disse a seu gabinete que Israel terá como alvo todos os "elementos do terror" - tantos os diretamente responsáveis pelos ataques como os que os organizam. "Não vamos ter consideração especial com ninguém", disse ele, em sua mais forte indicação até agora de que líderes políticos do Hamas, grupo que tomou o controle da Faixa de Gaza em junho, poderão ser atacados. Militantes de Gaza disparam com freqüência foguetes de curto alcance contra cidades no sul de Israel, ações que eles definem como uma resposta aos ataques israelenses contra o território. Poucos projéteis causam danos ou ferimentos, mas os foguetes provocam pânico geral entre os moradores.   Ministros importantes pedem o assassinato dos líderes políticos do Hamas. O vice-primeiro-ministro Haim Ramon afirmou que Israel - que já assassinou líderes do alto escalão palestino, incluindo o fundador do Hamas, xeque Ahmed Yassin, em 2004 - deveria "despejar fogo" em áreas de Gaza de onde os foguetes são lançados. A ministra de Exterior, Tzipi Livni, disse a repórteres que "não há esperança" de um Estado palestino que inclua a Faixa de Gaza enquanto os militantes continuarem com os ataques de foguetes. Ela pareceu estar preparando o terreno para uma campanha intensa contra o Hamas. "É necessário que a comunidade internacional compreenda que há certas medidas que Israel precisa tomar para interromper isso", afirmou Livni, referindo-se aos disparos. Ela não quis dizer quais seriam essas medidas. O Hamas, grupo que tomou o poder na Faixa de Gaza em junho, depois de expulsar forças rivais leais ao presidente palestino Mahmoud Abbas, disse ter realizado os ataques de sábado contra Sderot. Um militante do Hamas foi morto num ataque aéreo de Israel no sul da Faixa de Gaza. Como parte da campanha para pôr fim aos ataques de foguetes e isolar o Hamas, Israel ampliou as ações militares e endureceu seu bloqueio ao território. Grupos de defesa dos direitos humanos criticam o que consideram "punição coletiva" contra 1,5 milhão de moradores da Faixa de Gaza.

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