Israel promete retomar contato com palestinos em breve

Em visita ao Egito, premiê israelense afirma que pretende reiniciar negociações nas próximas semanas

Agências internacionais,

11 de maio de 2009 | 11h24

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira, 11, que gostaria de estender aos palestinos os 30 anos de paz entre Egito e Israel, e disse que confia em retomar "nas próximas semanas" suas negociações com os palestinos. Netanyahu fez a declaração, depois de se reunir com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, na cidade turística egípcia de Sharm el-Sheikh, a primeira reunião entre os dois desde que o primeiro-ministro israelense chegou ao posto, em 31 de março.

 

Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) mantêm estagnadas as negociações de paz que surgiram por causa dos acordos assinados em 27 de novembro, em Annapolis (EUA). Nessas conversas foi aprovada, entre outras decisões, a criação de um Estado palestino independente, ao lado de Israel, mas, embora tenha havido reuniões posteriores à de Annapolis, o diálogo está estagnado. Mubarak e Netanyahu compareceram aos jornalistas sem que houvesse oportunidade de fazer perguntas, como estava programado.

 

Netanyahu já esteve outras três vezes anteriores no Egito como primeiro-ministro durante um mandato anterior, entre 1996 e 1999. Desta vez, o premiê tenta tranquilizar os egípcios sobre o seu compromisso com as negociações de paz do Oriente Médio. O presidente dos EUA, Barack Obama, já deixou claro que o avanço de um acordo de paz na região é uma das prioridades de seu governo e que apoia a criação de dois Estados. Assim como os EUA, o Egito também endossa a criação de um Estado palestino. Netanyahu não falou publicamente sobre Israel apoiar a solução de dois Estados.

 

Netanyahu disse ainda que as forças moderadas precisam confrontar o extremismo no Oriente Médio. Tanto Israel quanto os aliados árabes dos EUA, como Egito e Arábia Saudita, mostram temor diante da abertura da administração Barack Obama ao Irã, após décadas de impasse entre Washington e Teerã. "Ultimamente, nós estamos lamentavelmente testemunhando forças extremistas que estão ameaçando a estabilidade do Oriente Médio", disse Netanyahu.

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