Israel propõe a libertação de 11 mil presos palestinos

Presidente israelense acredita que gesto incentivaria confiança no processo de paz no Oriente Médio

Efe,

13 de agosto de 2007 | 08h31

O presidente israelense, Shimon Peres, propõe um plano de paz que deve começar pela libertação dos 11 mil prisioneiros palestinos nos próximos cinco anos em troca de acordos de segurança, e antes de devolver territórios ocupados. A proposta foi apresentada por Peres ao primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e outras personalidades do governo, que a rejeitaram, e ao primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Salam Fayyad, com quem se reuniu secretamente em Jerusalém, na semana passada, informa a edição desta segunda-feira, 13, do jornal Maariv. Segundo o programa, Israel teria que libertar dois mil prisioneiros por ano em troca de acordos de segurança com a ANP. Na opinião de Peres, a libertação daria impulso e renovaria diante da opinião pública palestina a legitimidade do processo de paz que começou em 1991, com a Conferência de Madri, e seguiu com os Acordos de Oslo de 1993. Peres não acha necessária a transferência imediata de territórios ocupados à ANP, pois eles mesmos, segundo fontes israelenses, admitem que não estão em condições de manter o controle da Cisjordânia. A Faixa de Gaza, separada da Cisjordânia pelo território israelense, foi tomada em junho pelos insurgentes islâmicos do Hamas e se encontra totalmente isolada desse outro território e sob um boicote internacional. O presidente israelense, que carece de atribuições executivas, costuma recomendar a personalidades do governo que tenham uma "negociação inteligente" com os palestinos, e espera que Olmert retorne da conferência de paz de novembro, em Washington, com um acordo para negociar o estabelecimento de um Estado palestinoenfatizando, na primeira etapa, assuntos econômicos. O acordo de base ou de "princípios" para a criação do Estado palestino independente, segundo o jornal, suporia a troca de territórios (para evitar o desmantelamento dos grandes assentamentos judaicos da Cisjordânia) e resolver por meios legais os problemas dos refugiados palestinos da guerra de 1948, e a devolução dos bairros orientais de Jerusalém. Além disso, segundo a proposta de Peres, todas as religiões terão de autonomia para administrar seus locais sagrados, e Israel deveria contemplar a possibilidade de permitir aos palestinos içar uma bandeira árabe ou a do Islã na mesquita sagrada de al-Aqsa.

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