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Israel propõe congelar expansão de colônias na Cisjordânia

Proposta válida por 9 meses busca ponto de entendimento com EUA, após meses de pressão de Washington

Efe,

27 de agosto de 2009 | 08h49

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apresentou aos Estados Unidos a proposta de interromper a construção em colônias judaicas na Cisjordânia durante nove meses, informa nesta quinta-feira o diário "Ha'aretz". A oferta foi feita por Netanyahu ao enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, durante o encontro que mantiveram ontem em Londres.

 

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Israel conseguiu convencer a Casa Branca de deixar de fora do compromisso as colônias da parte oriental de Jerusalém, cidade que o Estado judeu considera sua capital "única e indivisível". De acordo com o jornal, Mitchell então aceitou o fato de que Netanyahu, à frente de uma coalizão de direita, não está em posição de anunciar uma paralisação total na expansão das colônias do leste da cidade, que a grande maioria de israelenses considera bairros como qualquer outro.

O congelamento também não afetaria as cerca de 2.500 casas em processo de construção nem os considerados casos especiais para manter uma "vida normal", ou seja, obras públicas como creches e escolas.

A proposta procura chegar a um ponto de entendimento entre os dois países, após meses de pressão do governo americano sobre Israel por mais passos em prol da paz. Netanyahu, no entanto, não quer tomar uma decisão que ponha em risco a estabilidade de sua coalizão - que abriga partidos ultradireitistas - sem uma garantia.

A Casa Branca deve responder à proposta na próxima semana, durante uma reunião em Washington entre Mitchell e dois altos funcionários israelenses. O enviado especial da Casa Branca voltará a Jerusalém na segunda semana de setembro para fechar definitivamente o acordo.

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