Israel propõe divisão de Jerusalém com palestinos

Declaração de vicê-premiê israelense pode apontar para processo de paz no Oriente Médio

Efe,

08 de outubro de 2007 | 06h09

O vice-primeiro-ministro israelense Haim Ramon afirmou nesta segunda-feira, 8, que o governo de Israel deve apoiar o estabelecimento da capital de um futuro Estado palestino nos bairros árabes de Jerusalém, anexado pelo Estado judeu em 1967. A discussão sobre a capital de um futuro Estado palestino é um dos principais empecilhos no processo de paz do Oriente Médio.   Em declarações à emissora das Forças Armadas israelense Galei Tzahal, Ramon, um dos políticos mais próximos ao primeiro-ministro Ehud Olmert, afirmou nesta segunda que, se isso acontecer, Israel ganhará o reconhecimento internacional de sua própria soberania e de sua capital na assim chamada "Jerusalém judia", ou ocidental.   Durante a Guerra dos Seis Dias, há quase 40 anos, Israel conquistou a parte leste de Jerusalém, onde se encontram os principais santuários para judeus, cristãos e muçulmanos. Em 1980, o Parlamento declarou a Jerusalém "capital indivisível e eterna do povo hebraico".   Um terço dos moradores da cidade são palestinos residentes nessas zonas anexadas.   Ramon, do partido governista de centro Kadima, disse à emissora que sua proposta é compartilhada em essência pelo Partido Trabalhista da coalizão e pelo ministro de Estratégia, líder do Partido direitista Israel Beiteinu, Avigdor Lieberman.   Jerusalém Oriental, onde se encontram os grandes santuários das principais religiões monoteístas, teriam de gozar de um estatuto especial, e sua administração terá de ser objeto de negociações futuras, segundo a proposta de Ramon.   Matéria ampliada às 11h54

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