Israel quer iniciar conversas de paz diretas com o Líbano

Porta-voz afirma que governo aceita discutir sobre as Fazendas de Chebaa, território reivindicado por libaneses

Efe,

18 de junho de 2008 | 09h04

Israel está interessado em manter negociações diretas e bilaterais com o Líbano, a fim de alcançar um acordo de paz entre os dois países vizinhos, segundo disse nesta quarta-feira, 18, Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.   Veja também: Israel aceita trégua com milícias palestinas na Faixa de Gaza   O anúncio feito ocorre em meio a uma atmosfera de renovados esforços de negociação na região, e às vésperas do início de um cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. Regev afirmou que o governo israelense está preparado para discutir com Beirute "todas as questões em disputa entre as duas partes, que estiverem sobre a mesa de negociação". O porta-voz referia-se, assim, a um dos principais empecilhos entre os dois países, as Fazendas de Chebaa, um pequeno território controlado por Israel.   "Israel deseja a paz com o Líbano. Mantemos negociações de paz com a Síria e com os palestinos, e não existe uma razão lógica pela qual Israel e Líbano não possam falar", disse o porta-voz.   A ocupação de Israel das Fazendas de Chebaa é um dos argumentos utilizados no Líbano pela milícia xiita Hezbollah para sua beligerância contra o Estado judeu e, assim, refutar a exigência de seu desarmamento contida na resolução 1.559 do Conselho de Segurança da ONU. Tanto Israel quanto a ONU não reconhecem Chebaa como território libanês, mas como parte das Colinas do Golã, ocupada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias de 1967.   Israel se retirou do resto do sul do Líbano em maio de 2000, após 22 anos de ocupação, mas a tensão entre os dois países nunca acabou e alcançou o auge durante o conflito em meados de 2006, que explodiu após o seqüestro de dois soldados israelenses pelo Hezbollah.

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelLíbano

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.