Israel quer menos baixas civis em guerras futuras, diz relatório

1.400 palestinos, entre eles centenas de civis, morreram na guerra da Faixa de Gaza

Reuters,

20 de julho de 2010 | 22h27

NOVA YORK- Um novo relatório israelense sobre a guerra na Faixa de Gaza afirma que o Exército de Israel está tomando medidas para reduzir o número de baixas civis em guerras futuras e irá restringir o uso de fósforo branco, munição que pode causar sérias queimaduras.

 

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O documento de 37 páginas divulgado no site do Ministério de Exteriores israelense foi entregue nesta segunda ao gabinete do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em compromisso com uma resolução da Assembleia Geral, de acordo com funcionários do organismo mundial.

 

"As Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) implementaram mudanças operacionais em suas doutrinas de ordem e combate para minimizar mortes de civis e danos à propriedades de civis no futuro", afirma o relatório.

 

Segundo o texto, "em particular, as IDF adotaram importantes novos procedimentos para aumentar a proteção de civis em guerras urbanas, ressaltando que a proteção de civis é uma parte fundamental da missão das forças".

 

O relatório também afirma que Israel iniciou 47 investigações sobre mau comportamento de seus soldados na guerra.

 

Cerca de 1.400 palestinos - incluindo centenas de civis - e 13 israelenses foram mortos na ofensiva de Israel contra o Hamas entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, com o objetivo de cessar os foguetes lançados contra território israelense por militantes palestinos.

 

Um relatório da ONU divulgado em setembro passado concluiu que os dois lados foram culpados por crimes de guerra no conflito, mas focou mais em Israel.

 

O Estado judeu, que se recusou a cooperar com o relatório, condenou o documento, o classificando como distorcido e tendencioso, e rejeitou as acusações.

 

O Hamas, que controla a faixa desde a guerra, também negou que tenha cometido crimes de guerra, mas afirmou que lamenta a morte de civis israelenses.

 

Uma resolução da ONU de 2009 demanda que israelenses e palestinos investiguem alegações de crimes de guerra durante o confronto.

 

O órgão ainda precisa responder ao relatório israelense. O país está sob pressão para aceitar outra investigação internacional sobre o assalto de Israel a uma frota humanitária que deixou nove ativistas turcos em 31 de maio.

 

Israel fez sua própria investigação sobre o caso, mas Ban quer uma independente que também tenha participação da Turquia.

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