Israel quer que EUA honrem acordos anteriores sobre colônias

Vice-premiê diz que exigência para congelar assentamentos pode afetar legitimidade de futuras propostas

Agência Estado e Associated Press,

21 de julho de 2009 | 11h49

O vice-primeiro-ministro israelense, Dan Meridor, afirmou nesta terça-feira, 21, que a exigência americana para que Israel congele as obras em assentamentos judaicos nos territórios palestinos ocupados contraria acordos anteriores entre Washington e Tel-Aviv, o que poderia minar a credibilidade americana.

 

A declaração de Meridor, considerado um dos mais moderados integrantes do atual governo conservador israelense, coloca em evidência as crescentes divergências entre EUA e Israel por conta da continuidade das construções de casas nas colônias judaicas da Cisjordânia. Numa conversa com jornalistas estrangeiros, Meridor pediu que os acordos do passado sejam honrados pelos EUA. "Não fizemos um acordo com o governo anterior. Fizemos um acordo com os Estados Unidos", prosseguiu Meridor.

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem pedido que Israel suspenda as obras de expansão de assentamentos judaicos como forma de criar confiança e permitir a retomada das negociações de paz com os palestinos. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, assegura que não construirá novos assentamentos, mas alega que são necessárias obras para acomodar o que chama de "crescimento natural" das colônias.

 

Quase 500 mil israelenses vivem atualmente em áreas ocupadas da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental - tomadas pelo Estado judeu durante a Guerra dos Seis Dias (1967) e reivindicadas pelos palestinos como parte de seu futuro Estado.

 

Autoridades israelenses e um ex-funcionário da Casa Branca, Eliot Abrams, têm mencionado recentemente uma série de entendimentos escritos e verbais alcançados durante o governo George W. Bush que aparentemente permitiriam construções nos assentamentos, mas dentro de um limite. Um roteiro para a paz proposto por Bush no início de seu governo exigia de Israel o fim da expansão dos assentamentos judaicos.

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