Israel realiza eleições com a prefeitura de Jerusalém em jogo

159 cidades escolhem prefeitos para os próximos 5 anos; pleito acontece a 3 meses da disputa pelo governo

Efe,

11 de novembro de 2008 | 06h39

Cerca de 4,9 milhões de israelenses irão nesta terça-feira, 11, às urnas para as eleições municipais, que acontecem antes das gerais de fevereiro e nas quais o interesse está nas grandes cidades, inclusive Jerusalém. Os colégios eleitorais abriram às 7 horas (2h de Brasília) e devem fechar às 22 horas (17 horas) em 159 cidades, povoados e comarcas que elegem seus prefeitos para os próximos cinco anos.   Os partidos Kadima, Likud e Trabalhista se apresentam como tais em metade das cidades, enquanto no resto as listas de candidatos são locais ou uma fusão de militantes de vários partidos. Haifa, "a cidade vermelha", Tel Aviv, a "liberal", e Jerusalém, a "conservadora", que no total reúnem a 1,5 milhão de habitantes, centram a atenção de umas eleições que muitos analistas consideram a ante-sala das gerais convocadas para o dia 10 de fevereiro. Nas duas primeiras se espera a vitória do Partido Trabalhista ou de seus representantes, enquanto que em Jerusalém o pleito é disputado entre um candidato laico, Nir Barkat, e outro ultra-ortodoxo, Meir Porush, que não representam nenhum desses três partidos.   Dan Meridor, ex-deputado e ministro, destacou na segunda-feira à noite a "aberração" que acontece em Jerusalém, que Israel considera sua capital, onde não há nenhum candidato de ressonância internacional e peso político para influenciar no Governo, como era costume até cinco anos atrás.   Jerusalém, a cidade mais pobre do país, enfrenta graves problemas sociais, econômicos e religiosos. Um terço de seus 750.000 habitantes, os da parte oriental, são palestinos que em sua imensa maioria não participarão do pleito para não reconhecer a soberania israelense em uma região que Israel ocupou em 1967 e que a ANP reivindica como capital de um futuro Estado. A ANP exortou os habitantes palestinos de Jerusalém para que não participem destas eleições e seus porta-vozes ameaçaram "castigar" quem for às urnas nessa região em disputa.

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