Israel realiza nova trégua de três horas na Faixa de Gaza

Palestinos dizem ter encontrado 35 corpos em vala; Olmert afirma que ainda não autorizou ampliar ofensiva

Agências internacionais,

08 de janeiro de 2009 | 14h18

Os militares israelenses disseram que interromperam sua ação militar na Faixa de Gaza por três horas, nesta quinta-feira, 8, para permitir que os moradores estoquem suprimentos. O militar Peter Lerner afirmou que a trégua permitiria que os grupos humanitários auxiliem os civis.   Veja também: Hezbollah nega ter disparado foguetes contra Israel 'Crianças crescem em bunkers', diz brasileiro em Israel Hamas mata colaboradores e membros do Fatah, diz jornal Mísseis do Líbano contra Israel ameaçam 2º front da guerra Israel intensifica bombardeio em Gaza no 13.º dia de ataques Assembleia da ONU convoca reunião de emergência Trégua por 3h é piada, diz ex-relator da ONU brasileiro  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Brasileiros que vivem na região falam sobre o conflito Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques        Lerner disse também que Israel está enviando auxílio e combustível para Gaza. Funcionários da ONU, porém, afirmam que três horas não é o suficiente para os grandes problemas com o fornecimento de água e alimentos em Gaza.   Palestinos recebem ajuda humanitária durante trégua em Gaza. Foto: AP   Um oficial da saúde palestino disse ter encontrado 35 corpos em uma vala na zona da Faixa de Gaza. O doutor Moaiya Hassanain, do ministério da Saúde palestino, afirmou que os corpos foram encontrados durante a trégua de três horas.   Segundo Hassanain, os corpos foram encontrados no bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza. Nessa área aconteceu alguns dos combates mais intensos entre tropas israelenses e militantes do Hamas. De acordo com o médico, não está claro quantos militantes estão entre esses mortos porque os corpos estão em más condições, mas ele disse haver mulheres e crianças entre os cadáveres.   Israel mantém uma operação militar na área desde 27 de dezembro, em uma tentativa de confrontar os militantes do Hamas. Já foram mortas mais de 700 pessoas nos ataques, e acredita-se que a maioria deles seja civil. Mais de 3,1 mil ficaram feridos.   O gabinete de segurança israelense ainda não deu ordem para que se amplie a ofensiva armada em Gaza, afirmou o primeiro-ministro Ehud Olmert, nesta quinta-feira. Olmert disse durante uma visita ao quartel-general da campanha em Gaza que o "principal" era ainda evitar os ataques com foguetes vindos de Gaza e o contrabando de armas para a área.   "A decisão sobre como garantir que a calma no sul dure está ainda por chegar", afirmou o premiê. Ele estava acompanhado do ministro da Defesa, Ehud Barak, do chefe-de-gabinete, general Gaby Ashkenazi, e do chefe do comando sul do Exército, major-general Yoav Galant. Em outra visita as tropas, Barak fez referência às "missões que faltam" ao Exército israelense em Gaza, de cujo "nível de treinamento e preparação" se mostrou "muito satisfeito."   Sobre o lançamento nesta quinta de foguetes a partir do Líbano contra o norte de Israel, Barak disse que acompanha os eventos e que estes determinarão a reação israelense. Sete soldados israelenses foram mortos e cerca de 80 ficaram feridos em Gaza desde o início da invasão por terra, no último sábado.  

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