Israel recusa condições de palestinos para retomar negociações diretas

ANP quer garantias sobre assentamentos e Estado palestino antes de diálogo direto

AE-AP, Agência Estado

15 de agosto de 2010 | 20h31

RAMALLAH- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, decidiu no fim deste domingo, 14, que o Estado judeu não aceitará as condições para retomar as negociações diretas com os palestinos em uma reunião com membros de seu gabinete. Essa declaração reflete um caminho difícil exatamente quando as negociações de paz diretas pareciam estar próximas.    

 

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Comprometidos com a urgência, o Quarteto para o Oriente Médio - formado por Estados Unidos, ONU, União Europeia e Rússia - esperava fazer um convite para conversações diretas que pudessem listar princípios básicos e um calendário.

Entretanto, Netanyahu e seu círculo próximo temem que um comunicado do Quarteto possa ser uma forma de "encobrir as precondições dos palestinos", afirmou uma autoridade do escritório de Netanyahu que pediu para não ser identificada porque o governo ainda não fez um comunicado oficial.

Na reunião no domingo à noite, o premiê e seus principais ministros decidiram não aceitar um convite em separado com os EUA sem precondições, embora ainda não esteja claro que os norte-americanos estejam planejando este tipo de encontro.

A administração de Obama tem forçado para uma retomada rápida das negociações interrompidas em dezembro de 2008.

Já o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, é cauteloso quanto a uma negociação em aberto com Netanyahu porque este já retirou algumas das concessões oferecidas por seus antecessores.

Abbas quer que Israel aceite um Estado palestino com base nas fronteiras existentes antes da guerra de 1967 e interrompa a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia durante as negociações de paz.

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