Israel rejeita proposta de trégua temporária

Oficiais afirmam que acordo não evitaria novos ataques do Hamas; 360 palestinos já morreram

Redação com agências internacionais,

31 de dezembro de 2008 | 07h37

O governo de Israel recusou nesta quarta-feira a proposta francesa de trégua temporária da ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza. Apesar disso, fontes da agência AFP garantem que o governo considera a trégua permanente, desde que o Hamas se comprometa também. A rejeição foi anunciada pelo porta-voz do ministério das relações exteriores israelense Yigal Palmor,  após reunião do gabinete de segurança, realizada pelo primeiro-ministro Ehud Olmert, o ministro da Defesa, Ehud Barak e a chanceler de Israel Tzipi Livni. Este é o quinto dia da incursão israelense na Faixa de Gaza.   Veja também: 1º NA WEB: Não dá para sair na rua, diz brasileira  Em Curitiba, palestino não pode voltar para casa  Lula: ONU não tem coragem para pôr paz em Gaza  Egito recusa abertura da fronteira com a Faixa de Gaza Lapouge: Israel quer restabelecer orgulho militar   Sete mil se alistam no Irã para atentados suicidas contra Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Veja imagens de Gaza após os ataques        "A proposta não contém qualquer garantia de que o Hamas interromperá o lançamento de foguetes. Não é realista esperar que Israel pare com os disparos unilateralmente sem nenhum mecanismo para forçar o cessar-fogo do Hamas", afirmou Palmor. Ele anunciou, ainda, que o país estuda propostas internacionais de trégua permanente. "Existe um diálogo com a comunidade internacional para chegar a um projeto sério de trégua permanente, com o compromisso do Hamas, pelo fim do lançamento de foguetes", afirmou.     Dois foguetes foram disparados na manhã desta quarta-feira pelo Hamas. A distância alcançada foi recorde: chegou a Beersheva, no sul de Israel, a 40 quilômetros da Faixa de Gaza. Os projéteis não causaram vítimas, nem danos materiais, segundo os meios de comunicação israelenses.   O ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou, nesta quarta-feira, que o presidente Nicolas Sarkozy considera ir a Israel em esforço diplomático para acabar com a violência em Gaza. O país tenta unir a comunidade internacional, e inclusive comandou uma reunião de ministros da União Européia na terça-feira para discutir a incursão israelense.    

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