Israel rejeitará garantias dadas aos palestinos para negociações diretas

Governo diz que não negocia paz no Oriente Médio com precondições estabelecidas pela ANP

Efe

16 de agosto de 2010 | 08h21

JERUSALÉM - Israel rejeitará qualquer garantia que o Quarteto para o Oriente Médio der aos palestinos como condição para o início de negociações diretas de paz, afirmou o gabinete do governo israelense nesta segunda-feira, 16, de acordo com informações do jornal Ha'aretz.

 

Os sete ministros que compões a comissão de segurança e do governo israelense analisaram a situação do processo de paz e resolveram rejeitar qualquer garantia internacional do Quarteto - formado por EUA, ONU, União Europeia e Rússia - aos palestinos. Entre essas garantias estariam o estabelecimento das fronteiras de 1967 para a criação do futuro Estado palestino.

 

"O anúncio do Quarteto pode servir aos palestinos para camuflar uma série de precondições e isso é inaceitável", diz uma alta fonte governamental israelense citada pelo jornal. Segundo o diário, a reunião da comissão foi realizada na noite do domingo.

 

O governo de Netanyahu, que insiste há meses em negociações diretas incondicionais, decidiu que não se guiará pelo anúncio e que só se comprometerá pelo que os EUA farão dentro de alguns dias.

 

Há alguns meses israelenses e palestinos realizam negociações indiretas através do mediador americano George Mitchell, que em sua última visita à região, na semana passada, pressionou o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para que aceite um diálogo direto.

 

Os palestinos, porém, exigem que Israel devia interrompa de forma absoluta a construção nos assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e que qualquer processo de paz deva ser baseado na criação de um Estado palestino com as fronteiras de 1967, antes da invasão israelense.

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