Israel retira colonos que ocuparam mercado na Cisjordânia

Cerca de 3 mil policiais e soldados israelenses retiram famílias que viviam em prédio há 13 anos em Hebron

Efe e Reuters,

07 de agosto de 2007 | 08h09

Forças de segurança de Israel retiraram nesta terça-feira cerca de 25 colonos judeus e simpatizantes de lojas vazias que eles tomaram no ano passado, em um mercado abandonado por palestinos na cidade de Hebron, na Cisjordânia.   Veja também:  Policiais tentam retirar colonos de mercado em Hebron   Antes da operação, 12 soldados, a maioria judeus ortodoxos que apóiam assentamentos judaicos na Cisjordânia, foram condenados a penas de prisão de até quatro semanas por se recusarem a realizar a ordem judicial de retirada dos colonos.   Um porta-voz policial disse que 14 policiais ficaram feridos durante confrontos com os ocupantes, que jogaram pedras e outros objetos. "A polícia esvaziou as duas casas e retirou as famílias que viviam no mercado de Hebron desde setembro de 2006".   O subcomissário da Polícia em Hebron, Avshalom Peled, disse que seus homens realizaram a operação com "contenção" e que "não houve grandes expressões de violência". Treze colonos e ativistas foram detidos pela Polícia, informou um porta-voz desse corpo de segurança. Aproximadamente 3.000 agentes e soldados israelenses participaram da operação para retirar duas famílias de colonos que tinham se instalado ilegalmente em comércios do mercado atacadista de Hebron, apoiados por centenas de adolescentes e jovens ultradireitistas.   A evacuação foi feita por centenas de agentes da Polícia de Fronteiras e por uma unidade do Corpo de Defesa Civil - especialistas em desarmar estruturas -, com o apoio de milhares de efetivos militares que isolaram a área.   Os radicais entrincheirados, na maioria adolescentes, jogaram pedras, óleo e diversos objetos nos agentes, além de terem colocado arame farpado e queimado pneus no mercado para impedir a entrada das forças da ordem.   "É um ato de protesto contra uma injustiça por parte de um governo que não respeitou um acordo", disse um dos dirigentes do Comitê Judeu da cidade.   A operação durou cerca de quatro horas - mais do que o previsto -, porque os colonos tinham construído uma espécie de bunker de concreto, que a unidade de Defesa Civil teve que demolir pouco a pouco.   Cerca de 650 israelenses moram em áreas fortemente vigiadas de Hebron, que abriga cerca de 180 mil palestinos. Os colonos da região estão entre os mais militantes da Cisjordânia, território que Israel capturou durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.   O Exército israelense retirou-se de 80% a cidade em virtude de um acordo alcançado no final dos anos 1990 entre o ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o falecido presidente palestino Yasser Arafat. Desde então, milhares de soldados protegem os colonos judeus na área restante.   O mercado em questão ficou dentro da zona controlada pelo Exército israelense, que em setembro de 2000, no início da Intifada de al-Aqsa, fechou o local para os palestinos.

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