Israel retoma ataques aéreos no norte e centro de Gaza

Ofensiva foi retomada na manhã de segunda-feira em Gaza e já deixou quatro mortos e 12 feridos

Com agências internacionais

28 de dezembro de 2008 | 19h55

Israel voltou a atacar a faixa de Gaza. Desta vez, os alvos foram o norte e o centro da região, segundo informou a agência EFE. Tais ataques teriam elevado o número de mortos para 300. Já os feridos chegariam a 900. Já a agência Reuters, que coloca em 298 o número de mortos, informa que a Universidade Islâmica, um importante símbolo cultural do Hamas, foi atacada.  Veja também:Israel amplia ofensiva contra o Hamas e convoca tropasCentenas de palestinos violam fronteira com o EgitoAtaques em Gaza interrompem conversas de paz com a SíriaNo mundo islâmico, multidões protestam contra IsraelIsrael aprova convocação de reservistas para ofensiva em GazaAbbas: ataques podiam ser evitados; Olmert promete 'firmeza'Ministros árabes se reúnem na 4ª para discutir ataques a GazaONU pede cessar fogo imediato de Israel na Faixa de Gaza Conheça a história do conflito entre Israel e palestinosOfensiva israelense deve sepultar esforço de pazHamas pede nova Intifada contra Israel após ataquesItamaraty condena 'reação desproporcional' de IsraelVeja imagens de Gaza após os ataques     Na noite de domingo, F-16 israelenses bombardearam várias instalações de segurança e quartéis da Polícia do movimento islâmico Hamas, além de prédios, veículos e outros alvos. Entre os últimos pontos bombardeados ontem está uma delegacia de dois andares situada no campo de refugiados de Beach, na Cidade de Gaza, que ficou completamente destruída, segundo contaram testemunhas na região. Líderes israelenses dizem que a campanha prosseguirá, a despeito dos protestos populares no mundo islâmico e a decisão da Síria de interromper as negociações de paz mediadas pela Turquia. A chancelaria israelense afirma que o objetivo é impedir para sempre o disparo de foguetes a partir de Gaza contra solo de Israel, mas não reocupar o território.  Fontes de segurança do Hamas disseram que Israel realizou hoje mais de 50 bombardeios, em um dos quais foi destruída uma prisão do Hamas. Um porta-voz do Exército israelense disse que nos últimos dois dias foram atingidos 240 alvos palestinos em Gaza. Hamas Com o total de mortos superando os 290, multidões de moradores de Gaza violaram a fronteira egípcia, buscando fugir do caos.  O Hamas ficou combalido, mas não foi neutralizado. Disparou mísseis neste domingo que foram mais fundo no território israelense que nunca antes, chegando perto da cidade portuária de Ashod, e continua a comandar cerca de 20 mil combatentes. Mas os líderes da organização foram forçados a se esconder, pois a maioria dos mortos é das forças do Hamas e a inteligência militar israelense diz que a capacidade  do grupo de disparar mísseis caiu em 50%. De fato, os disparos de foguete caíram abruptamente, de mais de 130 no sábado para pouco mais de 20 no domingo. Balanço Os bombardeios incessantes de Israel - cerca de 300 operações aéreas desde o meio-dia de sábado - causaram uma destruição sem precedentes em Gaza, reduzindo edifícios inteiros a escombros. Shlomo Brom, um ex-alto oficial militar israelense, disse que esta é a força mais letal usada em décadas de conflito palestino-israelense. "Desde que o Hamas tomou Gaza (em junho de 2007) isso se tornou uma guerra entre dois Estados, e na guerra entre Estados, mais força é usada", disse. No ataque mais dramático deste domingo, aviões bombardearam dezenas de túneis que passam por baixo da fronteira entre gaza e o Egito, cortando uma linha de comunicação que mantinha o Hamas abastecido de armas e a população civil, de bens de consumo. O influxo de contrabando pelos túneis permitiu ao Hamas desafiar o bloqueio econômico de 18 meses imposto por Israel e pelo Egito. Mais cedo, aviões de guerra soltaram três bombas sobre um dos principais complexos de segurança do Hamas na Cidade de Gaza, que incluía um bloco de prisão. Momentos após as explosões, prisioneiros frenéticos foram vistos emergindo dos escombros. Protestos Os nove hospitais de Gaza estão superlotados com baixas. O Centro Palestino de Direitos Humanos, que faz levantamentos em todos os hospitais, havia contabilizado 251 mortos até o meio-dia deste domingo. Entre eles, 20 crianças com menos de 16 anos e nove mulheres.  Líderes israelenses falaram á mídia internacional em busca de apoio.O ministro da Segurança Pública, Avi Dichter, falou em árabe para estações de TV árabes e atacou o governo do Hamas. A chanceler Tzipi Livni disse à rede americana NBC que o ataque veio porque o Hamas estava usando de contrabando para construir "um pequeno exército". Em Jerusalém, o gabinete israelense aprovou a convocação de 6,5 mil reservistas, em aparente preparação para uma ofensiva terrestre. Israel já dobrou o total de soldados na fronteira com Gaza desde sábado, e também enviou para a área uma bateria de artilharia. Não está claro, porém, se a escalada é uma tentativa de pressionar o Hamas ou se existe já a determinação de lançar uma invasão por terra. var keywords = "";

Tudo o que sabemos sobre:
gazabombardeioataquesisraelpalestinos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.