Israel retomará assentamentos em 10 meses, diz chanceler

Pressionado pelos EUA, Netanyahu declarou trégua na expansão de novas colônias na Cisjordânia

Efe,

18 de dezembro de 2009 | 08h55

O ministro israelense de Assuntos Exteriores, Avigdor Lieberman, assegurou que a colonização da Cisjordânia seguirá depois que conclua a moratória de dez meses decretada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Lieberman, que qualificou a moratória de "passagem tática" e "temporária", disse que "está claro para todo o mundo que em dez meses voltaremos a construir com toda força", informa nesta sexta-feira, 18, o diário "Ha'aretz".

"Qualquer pessoa que entende as coisas sabe isso", assegurou ontem à noite perante um grupo de colonos do assentamento de Ariel.

Netanyahu decretou o mês passado uma moratória na construção na Cisjordânia - que não inclui Jerusalém Oriental - para satisfazer as pressões da comunidade internacional e tratar de convencer aos palestinos que retornem às abandonadas negociações de paz.

O anúncio foi rejeitado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que alegou que a construção segue não só em Jerusalém Oriental, mas em edifícios públicos nas colônias e em milhares de edifícios que já estavam em construção.

Segundo Lieberman, a ANP não deve esperar mais gestos de Israel mas pôr fim às "mediações" e "teatralidades" e aceitar "negociações diretas incondicionais". As negociações entre israelenses e palestinos estão interrompidas desde o final de 2008.

Em discurso na quarta-feira em Ramallah perante o Conselho Nacional Palestino (CNP), Abbas assegurou que se Israel suspender a construção em todo o território ocupado em 1967, embora não faça nenhum anúncio público disso, os palestinos retornarão ao diálogo.

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