Israel revisará bloqueio a Gaza

Ministro do Bem-Estar confirma declarações de Tony Blair sobre abrandamento da medida

Reuters

15 de junho de 2010 | 07h22

JERUSALÉM - Israel está examinando formas de amenizar o bloqueio a Gaza, disse um ministro que compõe o gabinete israelense nesta terça-feira, 15, ao classificar a política atual de contraproducente e confirmar declarações do enviado para o Oriente Médio, Tony Blair, de que uma mudança era provável.

 

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"É hora de acabar com o bloqueio na sua forma atual. Isso não traz valor nenhum a Israel. De um ponto de vista diplomático, isso causa grandes problemas para a imagem", disse o ministro de Bem-Estar, Isaac Herzog, à Rádio Israel.

Ele disse que Israel informou Blair, que falou a ministros do Exterior da União Europeia na segunda-feira, que pretende "permitir uma passagem mais fácil de bens a Gaza" para a Faixa de Gaza.

"No momento eles estão trabalhando nos detalhes técnicos... de uma fórmula atualizada que também possa prevenir o contrabando de armas para a Faixa de Gaza", disse Herzog.

A pressão internacional para que Israel levante ou amenize o bloqueio à região, comandada pelo grupo islâmico Hamas, tem aumentado desde a operação militar contra um comboio naval que levava ajuda humanitária a Gaza que resultou em nove mortes.

Blair disse na segunda-feira que Israel havia concordado em princípio em amenizar o bloqueio a Gaza "em dias". Em suas declarações, Herzog não deu prazo para a revisão do bloqueio.

O governo de Israel mantém o bloqueio à Faixa de Gaza desde que o Hamas, grupo militante palestino, tomou o controle do território à força, em 2007. O Hamas não reconhece a existência do Estado de Israel e é considerado por este país, pelos EUA e pela União Europeia como uma organização terrorista.

 

Com o bloqueio, o governo israelense impõe restrições de viagens e entrada de ajuda à Faixa de Gaza. Israel só permite a entrada de ajuda humanitária a Gaza através de pontos controlados na fronteira terrestre entre os territórios.

 

A ajuda humanitária enviada a Gaza é constituída de materiais para construção como concreto e metais, material escolar e outros bens. Os materiais para construção, porém, se tornou bastante restrito, já que Israel alega que o Hamas os usa como matéria prima para construir esconderijos e mísseis.

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