Israel sugere novo mapa da Cisjordânia; Abbas não vê progresso

Segundo funcionários da ANP, mapa foi mostrado há três dias e manteria 8,5% da área sob domínio israelense

Agência Estado e Associated Press,

25 de maio de 2008 | 17h04

Funcionários da Autoridade Nacional Palestina (ANP) disseram que o governo israelense ofereceu um novo mapa para a Cisjordânia, o maior dos territórios palestinos ocupados por Israel, que manteria 8,5% da área sob domínio israelense. Já o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, afirmou que não viu nenhum progresso nas conversações de paz iniciadas em novembro do ano passado. Veja também:Olmert quer diálogo de paz simultâneo com sírios e palestinos De acordo com os funcionários da ANP, o novo mapa foi apresentado por representantes israelenses durante uma sessão de conversações há três dias. O mapa anterior previa que 12% da Cisjordânia permanecesse sob controle israelense. Os funcionários disseram que a ANP admite ceder apenas 1,8% do território da Cisjordânia. Funcionários do governo de Israel recusaram-se a comentar essas informações; segundo os palestinos, o "novo mapa da Cisjordânia" mantém sob controle israelense vários dos assentamentos judeus instalados ao longo dos anos em terras palestinas e que o próprio governo de Israel considera ilegais, além das estradas exclusivas para colonos e militares israelenses que atravessam a região.  A proposta israelense também não contempla a questão da zonal leste de Jerusalém, região de população predominantemente árabe que é ocupada por Israel desde a Guerra dos Seis dias, em 1967, em desafio a várias resoluções da ONU. "Nada foi alcançado nas negociações com Israel até agora", disse Abbas neste domingo 25, durante uma reunião do Conselho Revolucionário do partido palestino Fatah. Para o presidente da ANP, questões de política doméstica em Israel e nos EUA estão impedindo que esses dois países dêem a devida atenção às negociações de paz com os palestinos. "Temo que as investigações de corrupção contra o primeiro-ministro Olmert e a preocupação norte-americana com as eleições presidenciais de novembro estejam afetando negativamente as negociações", disse Abbas, citado por Salah Taameri, um dos integrantes do Conselho do Fatah.

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