Israel suspende ataques contra Gaza e cerco à Cisjordânia

Fim da ofensiva tenta viabilizar mediação do Egito entre o governo israelense e a facção islâmica Hamas

Associated Press e Ansa,

10 de março de 2008 | 03h55

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, instruiu as Forças Armadas a suspenderem os bombardeios e as incursões contra a Faixa de Gaza depois de ter sido constatada uma redução significativa nos disparos de foguetes contra cidades israelenses, disseram fontes no governo nesta segunda-feira, 10. O Exército também suspendeu o cerco à Cisjordânia, imposto depois do atentado palestino a um seminário judaico que matou oito alunos e deixou 35 feridos. VEJA TAMBÉM Bush manda vice ao Oriente Médio para assegurar acordo de paz Oficiais do Ministério da Defesa de Israel e funcionários do governo do grupo islâmico Hamas em Gaza negaram que uma trégua formal estivesse em vigor, mas as fontes no gabinete de Olmert disseram que o primeiro-ministro ordenou a redução das operações militares para viabilizar esforços de mediação protagonizados pelo Egito. Uma recente escalada de violência em Gaza e no sul de Israel atrapalhou os esforços dos Estados Unidos para levar adiante as negociações entre israelenses e palestinos. Olmert e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, comprometeram-se em novembro último a buscar um acordo definitivo de paz até o fim deste ano. O chefe de governo israelense afirmou nesta segunda que pretende buscar um acordo apesar de um ataque contra um seminário rabínico ter provocado a morte de oito jovens seminaristas na semana passada. Dias antes, Abbas suspendeu brevemente sua participação nas negociações em resposta a uma operação militar israelense contra Gaza que resultou na morte de mais de 120 palestinos, civis em sua maioria, provocada pelo lançamento de foguetes palestinos contra cidades israelenses. Com apoio dos EUA, o Egito vem tentando mediar uma trégua entre Israel e o Hamas. Nos últimos dias, funcionários israelenses e líderes do grupo islâmicos estiveram no Egito para encontrar com mediadores. No domingo, Amos Gilad, alto funcionário do Ministério da Defesa de Israel, retornou do Cairo, onde manteve conversações com funcionários de segurança egípcios, dias depois de estes terem se reunido com líderes do Hamas.  Nesta segunda, Sami Abu Zuhri disse que nenhum cessar-fogo amplo foi obtido, mas líderes do grupo vinham dizendo que o grupo conteria disparos de foguete se Israel parasse suas operações militares. Matéria ampliada às 10 horas.

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