Benoit Tessier/Reuters
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Israel suspende financiamento para Unesco após adesão palestina

Segundo governo, decisão da agência 'prejudica chances de acordo de paz'; repasse é de US$ 2 mi anuais

REUTERS

03 de novembro de 2011 | 14h05

JERUSALÉM - Israel informou nesta quinta-feira, 3, que vai congelar seu financiamento para a Unesco, a agência cultural da Organização das Nações Unida, após a decisão do organismo de conceder a adesão plena aos palestinos. Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a decisão da Unesco desta semana prejudica as chances de se chegar a um acordo de paz com os palestinos e que Israel vai suspender os seus pagamentos anuais de 2 milhões de dólares.

Os Estados Unidos, principais aliados de Israel, também interromperam seu financiamento à Unesco, que responde por 22 por cento dos recursos da agência.

A votação da Unesco na segunda-feira foi uma vitória diplomática para o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que na ausência de negociações diretas de paz tem buscado o reconhecimento de um Estado palestino nas Nações Unidas, um movimento que tem a oposição de Israel e dos Estados Unidos.

Um dia após a votação, Israel anunciou que vai acelerar a construção de cerca de 2 mil unidades habitacionais na Cisjordânia e ao redor de Jerusalém, e congelar as transferências de impostos para a Autoridade Palestina. "Passos como estes não promovem a paz, mas a tornam mais distante", disse Netanyahu sobre a votação da Unesco que aprovou o ingresso palestino.

Netanyahu pediu a Abbas que voltasse sem pré-condições às negociações de paz, que ruíram há mais de um ano em consequência de uma disputa sobre assentamentos judaicos. Abbas diz que Israel deve primeiro congelar as construções nos assentamentos.

Os palestinos buscam estabelecer um Estado na Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, territórios que Israel capturou na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Os israelenses se retiraram de Gaza em 2005, e em 2007 o território foi tomado pelo grupo islâmico Hamas, rival de Abbas e que se recusa a reconhecer Israel.

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