Israel tenta obter apoio internacional para ação contra Gaza

Israel levou quase 70 diplomatasestrangeiros até a sua fronteira com a Faixa de Gaza, naquarta-feira, como parte de uma campanha para buscar apoiointernacional a ações mais duras contra o enclave controladopelo Hamas, um grupo islâmico. Israel levou os embaixadores para a passagem de Erez, ondeouviram um pronunciamento da ministra israelense das RelaçõesExteriores, Tzipi Livni, e de comandantes militares da área. "É importante que a comunidade internacional saiba o queestamos enfrentando e os perigos impostos pelo Hamas", disseArye Mekel, porta-voz da chancelaria de Israel, a respeito doevento. O primeiro-ministro do país, Ehud Olmert, tem relutado porenquanto em lançar uma grande operação militar que poderiaprovocar muitas baixas. O dirigente argumenta não haver uma "solução imediata" paraos foguetes disparados da Faixa de Gaza por militantespalestinos e que deixaram em polvorosa a opinião pública deIsrael. Mas Olmert depara-se com uma pressão interna crescente paraagir, especialmente depois de o Hamas ter assumido aresponsabilidade por um atentado suicida ocorrido no sulisraelense na semana passada e por um foguete lançado nosábado. Um menino israelense de 8 anos de idade perdeu parte deuma perna por causa desse foguete. O premiê diz que Israel está em "guerra". O governo israelense afirma ser capaz de manter uma frentedupla em suas relações com os palestinos. Uma delas visariatirar o Hamas do controle da Faixa de Gaza. A outra visariaselar um acordo com o presidente palestino, Mahmoud Abbas,criando um Estado palestino. Abbas, atualmente, controla apenasa Cisjordânia ocupada. Os foguetes lançados da Faixa de Gaza provocaram um debatedentro e fora do governo de Olmert. Alguns ministros pedem queo Exército assassine os líderes políticos e militares do Hamase que destrua todas as construções existentes nas áreas usadaspelo Hamas para disparar os foguetes. O autor israelense Amós Oz, vencedor vários prêmios deliteratura, pediu em uma carta publicada na primeira página dojornal Yedioth Ahronoth que os líderes israelenses meditemcuidadosamente a respeito das implicações de suas decisões. "O número de vítimas em uma invasão por terra da Faixa deGaza será muito maior que o número de vítimas dos sete anos deQassams," observou o ativista da paz, citando o nome pelo qualsão conhecidos os foguetes palestinos. Os constantes ataques aéreos e operações terrestresrealizados por Israel na Faixa de Gaza mataram cerca de 300palestinos no ano passado, incluindo dezenas de civis. Essesesforços, no entanto, não conseguiram impedir o lançamento defoguetes, que mataram dois israelenses no mesmo período.

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