Israel troca treinamento de ataque por ensaio contra terremoto

Israel realizou neste domingo o seu primeiro treinamento para o caso de sofrer um terremoto, em vez da simulação anual de um ataque com míssil. No entanto, autoridades insistem que o país permanece pronto para a possibilidade de uma guerra com o Irã.

DAN WILLIAMS, Reuters

21 de outubro de 2012 | 18h23

Estudantes, servidores públicos e outros participantes do treinamento esvaziaram prédios, ao mesmo tempo em que rádios e TVs simularam alertas de tremores. Em anos recentes, as pessoas receberam orientações para se dirigir aos abrigos antibomba e assim fugir dos ataques imaginários com mísseis.

"Queremos que as pessoas corram para dentro das casas durante ataques e corram para fora delas durante um terremoto", disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que também participou da simulação.

A mudança no treinamento se dá num momento de retórica hostil sobre o programa nuclear iraniano. Israel e os Estados Unidos têm eleições e as potências ocidentais buscam sanções mais duras contra o Irã.

Autoridades israelenses negaram que o treinamento contra terremoto indica uma posição mais flexível em relação ao Irã. "É muito importante enfatizar que quem está pronto para terremotos aumenta a sua capacidade para enfrentar outros tipos de evento, incluindo eventos de guerra", afirmou o general Mickey Tessler.

O treinamento coincide com as manobras militares de defesa conjuntas de Israel e dos EUA. As duas atividades não têm relação, segundo os militares israelenses.

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