Israel vai agir contra Irã em caso de ameaça, diz ministro

Ehud Barak reage a novos testes de mísseis iranianos e diz que israelenses estão prontos para atacar Teerã

Agências internacionais,

10 de julho de 2008 | 14h21

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, afirmou nesta quinta-feira que seu país está pronto para atacar o programa nuclear iraniano, afirmando que o Estado judeu "não hesitou no passado quando seus interesses vitais" entraram em jogo. A declaração de Barak foi feita em resposta aos novos testes com mísseis realizados pelo Irã nesta quinta-feira e vem à tona em um momento de grande tensão entre os dois países.   Veja também:Foto de testes iranianos tem míssil incluído digitalmente Irã ignora pressão e volta a testar mísseis Casa Branca diz que Irã deve suspender testes com mísseis Marcos Guterman e Roberto Godoy comentam o teste  Shahab-3 é ameaça para Israel  Entenda a crise nuclear com o Irã   Falando em Tel Aviv, o Ministro disse que Israel já "provou no passado que não hesitará em agir quando seus interesses vitais em segurança estiverem em jogo". No mês passado, o jornal americano The New York Times publicou reportagem segundo a qual a Força Aérea israelense teria simulado um ataque aéreo a instalações nucleares da república islâmica. Esta semana, o Irã realizou manobras militares durante as quais foram testados mísseis de longo alcance capazes de atingir o território israelense.   Segundo Barak, os testes iranianos aumentaram a tensão entre os dois países e entre o Irã e os Estados Unidos, mas alertou que soluções diplomáticas devem ser tentadas antes de outras opções. "Atualmente, o foco está nas sanções internacionais e atividade diplomática, e estes caminhos devem ser tentados exaustivamente", afirmou.   Mais cedo, Israel exibiu um novo modelo de avião de espionagem qualificado por autoridades locais como uma demonstração de força em resposta aos testes de mísseis realizados pelo Irã. Israel acusa o Irã de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico. Teerã nega a acusação e assegura que suas usinas atômicas têm fins exclusivamente pacíficos de geração de energia elétrica.   A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por acompanhar a obediência às regras do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) por parte dos signatários do acordo, considera o programa nuclear civil do Irã dentro da legalidade.   Ao mesmo tempo, especialistas suspeitam que Israel possua entre 100 e 200 ogivas atômicas. O governo israelense não confirma nem desmente a posse de armas nucleares. Como o Estado judeu não é signatário do TNP, a AIEA não pode enviar inspetores de armas ao país.   Os testes de mísseis iranianos desta quinta-feira se seguem a outros testes, na quarta-feira, no qual foi lançado o míssil de longo alcance, Shahab-3, com capacidade para atingir Israel. Além de Israel, os Estados Unidos também voltaram a dizer que não hesitarão em defender seus interesses e de seus aliados na região.   Durante uma visita à Geórgia, A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados Unidos reforçaram a segurança na região e que o Irã "não deve se confundir" sobre as capacidades americanas. "Na região do Golfo, os Estados Unidos aumentaram sua capacidade de segurança, sua presença e estão trabalhando junto aos aliados para garantir que eles sejam capazes de se defender", disse a secretária. Rice acrescentou que já é hora de o Irã "ir pra o lado certo da comunidade internacional".   (Com BBC Brasil e Associated Press)

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