Israel vai libertar mais 90 prisioneiros palestinos

Israel afirmou que nenhum dos prisioneiros tem "sangue em suas mãos"

Reuters,

23 de setembro de 2007 | 13h49

Israel informou neste domingo que vai libertar outros 90 prisioneiros palestinos como forma de apoio ao presidente Mahmoud Abbas antes de uma conferência patrocinada pelos EUA sobre a situação do Estado palestino.  O gabinete do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, aprovou a libertação em princípio e disse que o comitê ministerial vai se encontrar ainda no domingo para finalizar a lista de prisioneiros. Os primeiros prisioneiros podem ser libertados em 48 horas, disseram autoridades.  A proposta de Olmert de libertar palestinos durante o mês de jejum muçulmano ramadã havia sido adiada em duas semanas depois que uma série de ataques com mísseis lançadas da Faixa de Gaza levantaram dúvidas sobre se ele seria capaz de convencer seu gabinete a apoiar o plano.  Esperava-se que o governo israelense libertasse mais de 100 prisioneiros palestinos. Ainda não está claro o porquê do número anunciado ter sido reduzido.  "A idéia de libertar prisioneiros é especificamente para impulsionar os moderados", disse a porta-voz de Olmert, Miri Eisin. "Nós esperamos ver gestos adicionais no futuro".  Israel concordou com um pedido palestino de permitir a entrada de 500 policiais palestinos dentro da cidade de Nablus, na Cisjordânia, para garantir a lei e a ordem durante o dia, informaram autoridades de defesa de Israel.  Diplomatas ocidentais disseram que a decisão pode estabelecer o terreno para que Israel dê maior controle da segurança para os palestinos em áreas mais amplas da Cisjordânia. O Exército israelense, ainda assim, poderia conduzir operações em Nablus, disseram autoridades.  O gabinete de Abbas recebeu bem a última libertação de prisioneiros, mas afirmou que é preciso que mais coisas sejam feitas pela questão. O assessor de Abbas Saeb Erekat disse que o critério de Israel para libertar prisioneiros é "muito restrito" e deve ser mudado.  Israel afirmou que nenhum dos prisioneiros tem "sangue em suas mãos", uma referência a ataques mortais contra israelenses. Todos os detidos precisam concordar em renunciar à violência antes de serem libertados.  Olmert enfrenta crescente resistência dentro de seu governo de coalizão por tomar decisões mais amplas para apoiar Abbas na sua luta contra o Hamas, que tomou o controle da Faixa de Gaza em junho.  Um mês após a tomada de Gaza, Israel libertou mais de 250 prsioneiros palestinos, a maioria membros da Fatah.  A facção de Abbas ainda domina a ocupada Cisjordância, mas está lutando para manter o controle da segurança.

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