Israel vai sumir do mapa com ou sem Irã, diz Ahmadinejad

Israel vai deixar de existir com ou sem oenvolvimento do Irã, disse na terça-feira o presidenteiraniano, Mahmoud Ahmadinejad. No mesmo dia, Israel disse que oIrã age como o "valentão do bairro" e precisa ser enfrentadocom firmeza. Na segunda-feira, Ahmadinejad declarou em Teerã que a"potência satânica" (EUA) seria destruída e que o Estado judeuem breve sumiria do mapa. Na terça-feira, em entrevistacoletiva durante a cúpula alimentar da ONU em Roma, ele retomouo tema. "Isso vai acontecer estejamos ou não envolvidos", disseele, acrescentando que Israel está "fadado a ir embora". Em Jerusalém, a chanceler de Israel, Tzipi Livni, dissenuma sessão secreta do Comitê de Segurança e AssuntosExteriores do Parlamento que a comunidade internacional precisaser incisiva em relação aos países do Oriente Médio que semostram indecisos sobre que partido tomar. "Estes dias são decisivos, e a incapacidade de construir umconsenso internacional contra o Irã será interpretada em nossaregião como uma fraqueza", disse Livni, segundo uma autoridadepresente. "A opção militar precisa ser mantida sobre a mesa. Deixarclaro que a opção está sobre a mesa pode no futuro significarque é menos provável que ela seja usada", disse ela, que tambémreferiu-se ao Irã como "o valentão do bairro". Israel, uma potência nuclear não-declarada, acusa o Irã dedesenvolver armas atômicas e vê a República Islâmica como umaameaça à sua existência -- medo agravado pelas declarações deAhmadinejad. Reiterando o caráter pacífico do programa nuclear iraniano,Ahmadinejad disse na terça-feira que os Estados Unidos usamisso como pretexto para preparar um ataque. "O povo iraniano é a nação mais pacífica do mundo, masacreditamos que a paz pode ser durável e significativa sóquando se baseia na justiça", afirmou. Ahmadinejad disse que o presidente dos EUA, George W. Bush,"está muito interessado num ataque militar contra o Irã", masnão vai conseguir justificá-lo até o fim do seu mandato, emjaneiro. Os Estados Unidos já conseguiram aprovar na ONU trêspacotes de sanções contra o programa nuclear do Irã, sob asuspeita de que ele serve de fachada para o desenvolvimento dearmas. O Irã diz que o objetivo é gerar energia e exportarexcedentes de gás e petróleo, e recusa-se a suspender asatividades de enriquecimento de urânio, foco das preocupaçõesocidentais. "Se o Irã disser que vai suspender o enriquecimento (decombustível) nuclear, estaria abrindo uma janela pela qual asociedade internacional e o Japão também poderiam fornecercooperação técnica", disse o primeiro-ministro japonês, YasuoFukuda, a Ahmadinejad, segundo relato de um assessor do premiê. De acordo com essa fonte, Ahmadinejad recusou-seterminantemente a aceitar tal compromisso. (Reportagem adicional de Robin Pomeroy)

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