Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

Israel vincula negociações de paz a expansão de assentamentos

A congressistas dos EUA, Netanyahu diz que demanda palestina pode atrasar negociações

Reuters

23 de março de 2010 | 13h43

WASHINGTON - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira, 23, que negociações de paz podem ser adiadas por mais um ano se os palestinos insistirem em pedir o fim da expansão de colônias em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.

Veja também:

lista O que pedem os negociadores internacionais

blog Chacra: Manual da crise EUA-Israel

"Não podemos ficar presos a demandas insensatas", disse o premiê a congressistas americanos, segundo seu porta-voz. "Isto pode atrasar as negociações em mais um ano".

 

Netanyahu foi bem recebido no Congresso e recebeu elogios tanto de republicanos quanto de democratas. "Nós, no Congresso, estamos do lado de Israel e falamos em uníssono quando o tema é Israel", disse a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi.

 

O líder da minoria republicana na Casa, John Boehner, disse que não há maior aliado dos EUA no mundo do que Israel. "Todos sabemos que é um momento difícil. Estou feliz que o primeiro-ministro esteja aqui para que tenhamos um diálogo aberto", afirmou.

 

Netanyahu disse ainda que os dois maiores desafios atuais de Israel são a busca pela paz com os palestinos e impedir o Irã de desenvolver armas nucleares.

 

O primeiro-ministro tenta amenizar críticas do governo americano após o anúncio da construção de 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental durante a visita do vice-presidente Joe Biden a Israel.

Ontem, em um discurso ao Comitê de Assuntos Públicos Americano-israelense (Aipac), na sigla em inglês), uma entidade americana pró-Israel, o primeiro-ministro disse que continuará construindo na área árabe de Jerusalém, porque a cidade 'é a capital de Israel'.

Os palestinos reivindicam a parte oriental da cidade para ser a capital de seu futuro Estado. Os israelenses consideram Jerusalém sua capital indivisível.

Ontem, a secretária de Estado Hillary Clinton teve uma reunião privada com Netanyahu no hotel no qual ele estava hospedado a portas fechadas. Hoje o premiê deve ter um encontro privado com o presidente Barack Obama.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.