Israel volta a atacar Gaza e número de mortos sobe para 364

Tropas israelenses fecham acesso ao terrítório palestino e se posicionam para eventual ataque terrestre

Agências internacionais,

29 de dezembro de 2008 | 06h12

  GAZA- A aviação israelense voltou lançar ataques aéreos contra a Faixa de Gaza nesta segunda-feira, 29, o terceiro dia da ofensiva militar detonada contra o grupo radical Hamas, que controla o território palestino desde junho de 2007. O número de mortos já chega a 364, de acordo com fontes médicas palestinas citadas pela agência Associated Press. Mais de 1.400 ficaram feridos.   Veja também: Ministro da Defesa diz que Israel abriu 'guerra sem trégua' contra o Hamas Obama acompanha incursão, mas não se pronuncia Palestinos violam fronteira com o Egito para fugir de ataques Situação humanitária em Gaza é desastrosa, diz oficial da ONU Ataques em Gaza interrompem conversas de paz com a Síria Grupo iraniano registra voluntários para lutar contra Israel Palestinos suspendem negociação de paz durante incursão Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Veja imagens de Gaza após os ataques      Após uma diminuição dos ataques aéreos devido à baixa visibilidade, Israel começou a preparar-se para uma incursão terrestre de larga escala. Cerca de 6.500 reservistas foram convocados e tropas se posicionam na fronteira de Israel ao norte do território palestino. O governo israelense declarou a faixa de Gaza como 'zona militar fechada'. O fechamento significa que civis e jornalistas podem ser barrados de entrar na região.  Esse gesto pode ajudar o país a realizar um ataque terrestre. Esta ofensiva já é considerada a mais sangrenta desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.   O governo israelense afirma agir em resposta aos quase 150 foguetes lançados pelo Hamas contra o sul de seu território desde o fim do cessar-fogo de seis meses com o grupo, há dez dias. Os ataques palestinos causaram pânico na população e deixaram duas vítima fatais. Uma morreu no sábado, e outra na manhã de hoje .   O soldado israelense Gilad Shalit, capturado por três milícias palestinas em junho de 2006, teria sido ferido após uma das incursões da Força Aérea Israelense, em retaliação, informaram fontes do Hamas à uma rede de televisão egípcia. Não foi informado sobre as condições do refém, nem sobre como ele teria sido ferido.   Palestinos tiveram casa destruída após ataque israelense - Foto: Khalil Hamra /AP   Novos ataques   Os ataques desta segunda-feira se concentram na cidade de Gaza. O Ministério do Interior do Hamas foi destruído. A Universidade Islâmica de Gaza, que estava vazia, também foi atacada. Cinco mísseis atingiram o edifício de laboratórios da universidade. Segundo o Exército de Israel, o local era utilizado na fabricação de foguetes, explosivos e material eletrônico para o Hamas.   Um ataque aéreo contra a localidade de Yabaliya, no norte do território palestino, matou ao menos quatro meninas, com idades entre um e 12 anos, todas da mesma família, que viviam próximo a uma mesquita alvo de ataques. Outros dois menores morreram em um ataque contra Rafah, no sul da Faixa de Gaza, segundo fontes médicas. O outro morto é um ativista do Hamas. Outros bombardeios ocorreram em Beit Lahiya e Beit Hanun no norte da Faixa de Gaza, onde 12 pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas.   Na noite de domingo, F-16 israelenses bombardearam várias instalações de segurança e quartéis da Polícia do movimento islâmico Hamas, além de prédios, veículos e outros alvos. Entre os últimos pontos bombardeados ontem está uma delegacia situada no campo de refugiados de Beach, na Cidade de Gaza, que ficou completamente destruída, segundo contaram testemunhas na região.   Fontes de segurança do Hamas disseram que Israel realizou no domingo mais de 50 bombardeios, em um dos quais foi destruída uma prisão do Hamas. Um porta-voz do Exército israelense disse que nos últimos dois dias foram atingidos 240 alvos palestinos em Gaza.   Civis   A ofensiva israelense contra o Hamas em Gaza deixou desde sábado pelo menos 57 civis mortos, entre eles 21 crianças, informou nesta segunda-feira a ONU, citando números obtidos de fontes médicas. "Elaboramos um saldo de vítimas civis com fontes médicas. São 57 mortos, entre eles 21 crianças e pelo menos sete mulheres", informou à agência France Presse Christopher Gunness, porta-voz da UNRWA, a agência de ajuda da ONU a refugiados palestinos.    (Matéria atualizada às 20h40)  

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