Israelenses dizem ainda não ter recebido garantias dos EUA por acordo

Governo do Estado judeu pode aprovar nova moratória de assentamentos em troca de ajuda militar

Reuters

19 de novembro de 2010 | 13h36

JERUSALÉM - Negociações entre autoridades israelenses e americanas, com vistas a reativar as negociações de paz no Oriente Médio, tropeçaram em obstáculos referentes aos incentivos prometidos por Washington para persuadir Israel a retomar o congelamento das construções em assentamentos judaicos.

 

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, revelou a seu gabinete no último fim de semana as ofertas feitas pelos EUA, parecendo ter esperanças de que os ministros apoiassem os planos de suspensão temporária das construções na Cisjordânia ocupada, de modo a superar um obstáculo às conversações de paz.

Mas um representante israelense disse nesta sexta-feira que os EUA ainda não deram as garantias que Israel quer, e Washington relutou em colocar no papel todas as promessas que, diz Netanyahu, lhe foram feitas verbalmente na semana passada.

O obstáculo mais recente diz respeito a uma promessa que, segundo Israel, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, teria feito: entregar a Israel gratuitamente 20 aviões de guerra espiões F-35 avaliados em US$ 3 bilhões.

Políticos disseram que Washington está dando para trás e agora quer algum tipo de pagamento pelos aviões.

O Departamento de Estado norte-americano não está comentando a situação, que, se não for resolvida, pode ser tremendamente embaraçosa para as duas partes, e Netanyahu disse que discussões "intensivas" continuam para que se possa chegar aos "entendimentos" necessários.

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