Ahmed Zakot/Reuters
Ahmed Zakot/Reuters

Israelenses e palestinos acalmam os ânimos em Gaza, por enquanto

Dois lados afirmaram que evitariam ataques se não fossem atacados, mas continuam armados

Reuters

13 de novembro de 2012 | 16h07

TEL-AVIV - Israelenses e palestinos se afastaram da possibilidade de uma nova guerra na Faixa de Gaza nesta terça-feira, 13, enviando sinais, via Egito ,de que evitariam ataques, a menos se atacados.

A trégua tácita freou uma escalada de violência que durava cinco dias e poderia levar a um confronto total. Os dois lados, porém, permanecem armados e prontos para outra rodada no conflito que se inflamou desde que os militantes islâmicos do Hamas tomaram o poder em 2007.

Ismail Haniyeh, primeiro-ministro do Hamas em Gaza, elogiou as principais facções armadas dentro do enclave por terem concordado com uma trégua na noite de segunda-feira. "Eles mostraram um alto senso de responsabilidade ao dizer que respeitariam a calma, caso a ocupação israelense também o fizesse", afirmou ele.

Haniyeh falou durante uma visita não anunciada a um hospital onde estavam palestinos feridos. Alguns líderes israelenses dizem que é o momento de retomar a polêmica tática de assassinar líderes do Hamas.

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, consultou seu círculo mais próximo de ministros em Jerusalém. Um deles, Benny Begin, disse que o surto diminuiu, mas o conflito está longe de estar resolvido.

"Essa rodada de disparos parece ter terminado e é preciso olhar as coisas sem ilusões de ambos os lados", afirmou ele. Netanyahu prometeu segurança aos israelenses.

"Quem quer que pense que possa prejudicar a vida rotineira dos moradores do sul sem pagar um preço muito alto está errado", disse o premiê em um discurso no rádio. "E eu sou responsável por cobrar esse preço no momento mais apropriado."

"TEMPO PARA AGIR"

Três combatentes palestinos e quatro civis foram mortos por disparos israelenses desde sábado; outros 40 ficaram feridos. Oito civis israelenses ficaram feridos por alguns dos 115 foguetes disparados de Gaza e quatro soldados ficaram feridos por um míssil antitanque que atingiu o jipe em que estavam e alimentou o confronto.

Uma autoridade envolvida na mediação egípcia confirmou que os dois lados estavam prontos para parar. "A mensagem foi clara e Israel também disse ao Egito que não está interessado na escalada se o disparo de foguetes parar. A situação agora está calma e espero que ela não se deteriore", disse a autoridade à Reuters.

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