Israelenses etiópios brigam com a polícia em protestos antirracismo

A polícia de Israel processou centenas de cidadãos de etnia etiópia e atirou granadas, no sábado, para tentar aliviar um dos mais violentos protestos que já aconteceram no coração de Tel Aviv.

REUTERS

03 de maio de 2015 | 16h11

Os manifestantes, judeus israelenses de origem da Etiópia, estavam protestando contra o que eles consideram racismo e brutalidade da polícia, após a divulgação, semana passada, de um vídeo mostrando um policial agredindo um soldado negro.

Eles capotaram um carro da polícia e atiraram garrafas e pedras nos oficiais em um conflito na praça Rabin, coração da capital comercial de Israel. Pelo menos 20 policiais foram feridos e vários manifestantes foram presos, disse a polícia.

A emissora de televisão israelense Channel 2 disse que gás lacrimogêneo também foi usado, o que a polícia não quis confirmar.

"Eu já estou cheio desse comportamento da polícia, eu simplesmente não confio mais neles. Quando vejo um policial, eu cuspo no chão", disse ao Channel 2 uma manifestante não identificada.

Mais cedo, manifestantes pararam o tráfego durante a hora do rush por mais de uma hora ao bloquearem uma das principais avenidas da cidade.

Não havia sinais de manifestantes se dispersando e alguns organizadores disseram à mídia israelense que setores da multidão incitaram a violência.

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