Itamaraty apoia Estado palestino e congelamento de assentamentos

Governo diz 'acolher com interesse' retomada do diálogo direto entre israelenses e palestinos

estadão.com.br,

25 de agosto de 2010 | 22h50

SÃO PAULO- O governo brasileiro manifestou nesta quarta-feira, 25, apoio à criação de um Estado palestino e se disse favorável ao congelamento de construções de assentamentos em territórios ocupados por Israel.

 

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Segundo nota do Itamaraty, "o governo brasileiro acolheu com interesse" o retorno das negociações diretas entre israelenses e palestinos, anunciado pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, na sexta passada.

 

"Apenas por meio da negociação e do entendimento será possível alcançar uma solução justa e definitiva para o conflito israelo-palestino. Essa solução deverá contemplar a criação de um Estado Palestino independente, democrático, coeso e economicamente viável, convivendo em paz e segurança com Israel", afirma o comunicado.

 

Na nota, o governo também pediu que as partes se abstenham "de ações que prejudiquem a manutenção de um ambiente propício ao diálogo." O texto acrescenta que o Itamaraty tomou nota de aspirações dos dois lados, "especialmente no que toca às expectativas palestinas quanto ao congelamento de construções em assentamentos em territórios ocupados."

 

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estavam paralisadas há 19 meses, quando o Estado judeu realizou a Operação Chumbo Fundido na Faixa de Gaza e matou milhares de civis. No início de maio, porém, os lados anunciaram a retomada das conversas com a mediação dos Estados Unidos, embora nenhum progresso tenha sido feito até agora.

 

A cisão entre os grupos palestinos também prejudica as negociações. Em 2007, a Autoridade Palestina, facção secular liderada por Mahmoud Abbas, e o Hamas, movimento de resistência islâmica de inspiração religiosa, romperam o governo de coalizão que administrava os territórios palestinos.

 

Desde então, o Hamas - considerado por Israel e pelos EUA como uma organização terrorista - controla a Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina governa a Cisjordânia. O Hamas se nega a reconhecer o direito de existência de Israel e frequentemente lança foguetes contra o território judeu.

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